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		<title>Historias : World of Tibia h</title>
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		<lastBuildDate>Thu, 11 Mar 2010 21:41:35 GMT</lastBuildDate>
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			<title>Historias : World of Tibia h</title>
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		<title>A arma mais bela. O golpe mais fraco.</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:24:46Z</pubDate>
		<description>A arma mais bela. O golpe mais fraco.&lt;br /&gt;—Esta história encontra-se perdida no tempo, não posso lhe afirmar a qual século, guerra, ano, nem mesmo o dia em que ela se passou, mas posso lhe afirmar, pelas moedas em minha bolsa, ela é verídica. Antes de contar-lhes os fatos marcantes em si, é meu dever explicar-lhes os fatos até então. Não muito emocionante, mas não tão desnecessário, Rick Bonecrusher, o ferreiro, estava conversando com o homem conhecido como Astinos Lamael, sobre a participação dele, o ferreiro, na guilda conhecida como Langobardis e, após pagar a taxa de trezentas moedas de ouro, Rick Bonecrusher foi enviado em uma missão, cujo objetivo era estudar o comportamento hierárquico dos minotauros.&lt;br /&gt;Rick já não era tão novo em Thais, mas também não era um experiente aventureiro, então Astinos Lamael o acompanhou até o sul de Thais, numa região um tanto hostil, onde ali estava um acampamento minotauro. Agora restava a Rick estuda-los.&lt;br /&gt;Numa distância segura, Rick montou acampamento debaixo de um sol escaldante e ali ele ficou a observar e anotar o que vira. O dia logo foi passando e mesmo após se banhar na praia o calor aumentava, assim como a curiosidade de Rick sobre aqueles minotauros.&lt;br /&gt;Rick averiguou a constante movimentação naquele local, havia muitos minotauros, mas apenas um mandava ali, aquele que trajava uma armadura e empunhava um enorme machado, aquele deveria ser o capitão, como Rick descreveu em suas anotações: o capitão e sua tropa. Eles estavam carregando caixas para uma espécie de embarcação, daquela distância Rick não conseguia enxergar muito bem, então ele se aproximou junto com o anoitecer.&lt;br /&gt;O ferreiro se aproximou sorrateiramente, já havia anoitecido, os minotauros acenderam uma fogueira, mas nada que impedisse Rick de bisbilhotar. Do meio das pedras ele observou mais atentamente, as inúmeras caixas lacradas despertaram sua curiosidade, o que haveria dentro delas? Foi o que o ferreiro pensou. Logo ele teve uma preocupação, pegou um mapa dentro de sua mochila e começou a analisar as possíveis rotas daquela embarcação, então a surpresa, duas eram as ilhas próximas Fibula e Rookgaard.&lt;br /&gt;Uma invasão a Fibula não era tão preocupante para o ferreiro, mas uma invasão a Rookgaard sim. Se aquela tropa minotauriana chegasse a Rookgaard, uma catástrofe poderia acontecer, a academia poderia ser destruída e vários cidadãos morreriam na batalha, um ataque supresa, vinda de sul e norte, seria o fim. Então Rick decidiu interferir nos planos daqueles minotauros, fossem eles ameaçadores ou não, Rick sabia que o melhor remédio seria a prevenção, então ele causou uma distração, arremessando uma pequena pedra no meio dos arbustos, a pedra espantou as gaivotas que ali dormiam e chamou a atenção dos minotauros que deixaram seus postos para fazer a averiguação. Neste momento Rick agiu, correu até a embarcação e com sua pequena faca começou a furar o barco dos minotauros.&lt;br /&gt;Rick causou danos suficientes para fazer a embarcação afundar lentamente, mas na pressa deixou cair sua faca. Quando os minotauros voltaram perceberam a sabotagem e começaram a procurar pelo sabotador. Desesperado pelo medo de ser encontrado, o ferreiro saiu correndo no breu da madrugada, mas justo naquele momento a lua se mostrou brilhosa no céu após as nuvens passageiras caminharem com o vento, então a presença do ferreiro foi notada por alguns dos minotauros, mas antes que estes pudessem avisar os outros, Rick os acertou com sua pesada marreta e se escondeu numa caverna ali próxima.&lt;br /&gt;A caverna era de extrema escuridão, Rick acendeu uma tocha e logo percebeu que estava rodeado de morcegos, os quais ele esmagou facilmente. Mas havia mais alguém ali, Rick escutava passos, poderia ser um monstro, um troll ou um orc, mas então veio aquela rajada de luz e Rick se deparou com uma jovem menina.&lt;br /&gt;continua...&lt;br /&gt;OBS:&lt;br /&gt;Mas aonde ele achou aquele mapa?&lt;br /&gt;R: Rick comprou lá na lojinha do Lubo, pagou baratinho, era o último exemplar.&lt;br /&gt;O lado do por do sol está errado.&lt;br /&gt;R: é, eu não tinha percebido.&lt;br /&gt;Mas sem querer ser chato você não afundou o barco.&lt;br /&gt;R: Rick furou o barco e ele começou a afundar lentamente, mas claro visto a sabotagem os Minotauros iriam reparar ele.&lt;br /&gt;Obrigado por lerem -.^&lt;br /&gt;</description>
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		<title>•O comedor de manteiga•</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:15:55Z</pubDate>
		<description>&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;Red&quot;&gt;Capítulo I&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou. O garoto acordou. Espeguiçava-se, esperando o ânimo de levantar o atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho! Tá na hora, mermão! - gritou a mãe de Beterraba, fazendo gestos obscenos para os morcegos que a cercavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto, pôs-se a gritar que nem uma capivara alérgica a tomates:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha o bolo!! Bolinho, bolinho!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O biscoito sabor inhame, que dormia de baixo da cama de Beterraba,&lt;br /&gt;acordou, e infelizmente, com os gritos legais do garoto, morreu de&lt;br /&gt;tanto susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ocorria essa infeliz ocasião, os pepinos estavam invadindo a&lt;br /&gt;cidade. Eram muitos pepinos, a cidade estava toda tomada por bananas&lt;br /&gt;verdes comestíveis que cheiravam a paio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_fimdocapítuloI_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;post_message_3973642&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;HOTWordsTxt&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;Red&quot;&gt;Capítulo II&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a mãe de Beterraba atirava sementes de girassol germinada nas&lt;br /&gt;cabeças dos morcegos, o garoto estava descendo a escada. Descia&lt;br /&gt;chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que está saindo água mineral de seus olhos, mermão? - perguntou a mãe para o garoto que cheirava a mostarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cale a boca, mãe, sua desgraçada. O biscoito morreu, e a culpa foi&lt;br /&gt;sua! - respondeu Beterraba, enquanto bebia um copo de cerveja com&lt;br /&gt;esterco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um babuíno, que estava sentado na janela da cozinha, viu que alí estava&lt;br /&gt;começando um bate-boca de mãe e filho. Para evitar essa discussão&lt;br /&gt;familiar, o babuíno começou a dançar. Evitando absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pepinos salgados, que já teriam tomado toda a cidade, começaram a&lt;br /&gt;matar os calangos que ficavam em cima da igreja. Porém, apenas um dos&lt;br /&gt;pepinos, notou que havia um cheiro de cerveja com esterco perto da&lt;br /&gt;igreja. Dirigiu-se ao lugar, ficando em frente da casa de Beterraba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os percevejos anões que ficavam no alto da montanhas rosas, viram que os pepinos estavam botando manteiga na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos comer toda a manteiga e, salvar a cidade safada. - disse um percevejo anão cego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o pepino que adorava cerveja com adubo, começou a jogar&lt;br /&gt;bombas-quiabo na casa de Beterraba. A casa explodiu, e todos que&lt;br /&gt;estavam nela, morreram. Apenas o babuíno que estava dançando na janela&lt;br /&gt;que não havia morrido, pois era imune a queijo de búfala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_fimdocapítuloII_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;post_message_3979410&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;HOTWordsTxt&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;Red&quot;&gt;Capítulo III&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O babuíno, chorando após a casa de Beterraba ser destruída, pulou em&lt;br /&gt;cima do pepino que havia destruido a casa. Enquanto o pepino tentava&lt;br /&gt;tirar o babuíno que estava totalmente grudado em sua cabeça, o babuíno&lt;br /&gt;gritava que nem um bode malhado no ouvido do pepino, que acabou&lt;br /&gt;morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os percevejos, invadiram a cidade, comendo de pouco a pouco a manteiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O babuíno decidiu ajudar os percevejos, chamando seus amigos babuínos que eram praticamente viciados em manteiga chorona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os pepinos, inconformados com o que estava acontecendo, começaram a&lt;br /&gt;chorar, aumentando a manteiga presente na cidade. Sendo assim, choraram&lt;br /&gt;muito, criando uma manteiga enorme. Essa manteiga, se transformou no&lt;br /&gt;Ryu, do Street Fighter, que começou a matar todos os babuínos,&lt;br /&gt;percevejos e pepinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todos terem morrido, Ryu começou a tomar vitamina de açaí, sendo que ele era alérgico a esta fruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ryu e todos acabaram morrendo, apenas o vendedor de leite chamado&lt;br /&gt;Joninha que sobreviveu, pois estava dentro da geladeira de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_fimdocapítuloIII_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;post_message_3995340&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;HOTWordsTxt&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;Red&quot;&gt;Capítulo IV&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joninha, vendo a cidade deserta com nenhum sinal de vida, começou a&lt;br /&gt;chorar. Chorou por três dias, sendo que no quarto dia ele comeu capim&lt;br /&gt;com almondegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um mês, Joninha, solitário, ligou a TV de sua casa. Estava&lt;br /&gt;passando um leilão de gados, que acontecia no outro lado do mundo.&lt;br /&gt;Assim, ligou para o leilão, dando sua oferta a favor de um boi. A&lt;br /&gt;oferta foi tão miserável, que ligaram de volta, insultando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joninha festejou os insultos, fazendo ele virar um castor. Assim, ele&lt;br /&gt;se multiplicou, tendo mais de cento e cinqüenta castores comedores de&lt;br /&gt;alecrim com polenta na cidade gorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade passou a se chamar Cidade Suína, por causa da quantidade de&lt;br /&gt;castores alados que a oculpavam. Neste dia, raposas alérgicas a cuscuz&lt;br /&gt;começaram jogar molho agridoce nas vitrines das lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se dois meses após esse acontecimento. O maior comedor de&lt;br /&gt;orégano com leite ninho estava distribuindo focinhos de bacalhau. Os&lt;br /&gt;focinhos estavam todos gelados, congelando toda a população que&lt;br /&gt;apreciou este alimento lindo e maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior comedor de orégano com leite ninho foi preso por jacarés&lt;br /&gt;bailarinos por causa de ter congelado a população com pequenas&lt;br /&gt;capivaras que cheiravam a sushi com feijão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses acontecimentos influenciaram Jack Bovino a explodir a cidade, acabando com a vida existente em Cidade Suína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mexeram com o alienígena chorão errado. - gritou Jack, enquanto carregava uma geladeira em suas fofinhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_fimdocapítuloIV_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;post_message_4021133&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;HOTWordsTxt&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;font color=&quot;Red&quot;&gt;Capítulo V&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Bovino, quando viu que nenhuma pitanga havia quebrado a chave de&lt;br /&gt;fenda do bezerro, começou a pular que nem um leprechaun saltitante que&lt;br /&gt;comia feijão com doce de leite. Pulou por 237 dias, criando uma&lt;br /&gt;civilização cheia de calangos malhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cidade de calangos malhados chorões se chamava Cão Zum, por causa dos cães alérgicos a miojo sabor abajur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os calangos comiam muito miojo sabor janela, fazendo todos morrerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack, vendo os calangos morrendo, ficou feliz, que acabou morrendo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos haviam morrido, apenas um jiló que estava com dor de barriga que&lt;br /&gt;havia sobrevivido, celebrando a situação. Jiló teve três filhos com uma&lt;br /&gt;árvore que havia chocolate em pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;_fimdocapítuloV_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_fim_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Conto - Evolução</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:14:04Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;Evolução&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Era uma tarde comum, quase igual a todas as outras, na qual Jonas, um&lt;br /&gt;jornalista mal-sucedido procurava na Internet alguma nova fonte de&lt;br /&gt;fofocas. Jonas havia se formado jornalista fazia dois anos, e&lt;br /&gt;atualmente trabalhava para uma coluna de fofocas em um desconhecido&lt;br /&gt;jornal on-line que temos na atualidade. Não era o trabalho dos sonhos&lt;br /&gt;de qualquer recém-formando, embora isso lhe pagava as dívidas, e Jonas,&lt;br /&gt;rapaz que nunca tinha sido ambicioso o suficiente, não pretendia achar&lt;br /&gt;um novo emprego, apenas seguiria com o seu atual até algo melhor bater&lt;br /&gt;à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a navegar pelos sites mais conhecidos de “pseudo-artistas”, ou&lt;br /&gt;melhor, pessoas que não têm talento algum e que não têm nada a&lt;br /&gt;acrescentar, que ficam famosas às custas da ignorância dos brasileiros&lt;br /&gt;por terem participado de algum reality-show ou algo do gênero, quando&lt;br /&gt;se deparou com uma notícia interessante que lhe chamou a atenção:&lt;br /&gt;“Porco falante é atração na Alemanha”. Clicou no link e começou a ler a&lt;br /&gt;notícia na qual falava que um porco havia aprendido a reproduzir&lt;br /&gt;algumas palavras em alemão e o que os cientistas estavam estudando era&lt;br /&gt;se o animal também entendia o significado semântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas bateu os olhos no relógio da barra de ferramentas do computador e&lt;br /&gt;viu que já estava na hora de ir pra casa. Desligou o computador,&lt;br /&gt;arrumou sua mesa, recolheu seus pertences em sua pasta e se dirigiu à&lt;br /&gt;porta do edifício. Estava um fim de tarde agradável, não fazia muito&lt;br /&gt;calor, embora a Avenida Paulista estivesse abafada em razão da fumaça&lt;br /&gt;dos carros. Jonas andou alguns metros até o ponto de ônibus ao lado da&lt;br /&gt;entrada do metrô Consolação. Ficou parado por alguns minutos no ponto&lt;br /&gt;enquanto seu ônibus não chegava, e observava as pombas urbanas ciscarem&lt;br /&gt;a calçada bicando o concreto caçando algo para comer. Havia um grupo de&lt;br /&gt;cinco ou seis pombas próximas umas as outras, e andavam de um lado pro&lt;br /&gt;outro com seus pescoços balançando para frente e para trás, como os&lt;br /&gt;egípcios faziam com seus braços enquanto dançavam na antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele riu sozinho de sua comparação dos pescoços das pombas com os braços&lt;br /&gt;dos egípcios e fez sinal para o ônibus que estava a chegar. Embarcou no&lt;br /&gt;veículo, e sentou-se à janela, onde ainda podia observar as pombas&lt;br /&gt;esfomeadas beliscando o concreto com seus bicos, embora uma delas não&lt;br /&gt;fazia esforço algum em encontrar alimento, mas estava, na verdade,&lt;br /&gt;encarando Jonas. Aquela pomba o encarava tão brutalmente que os olhos&lt;br /&gt;de Jonas viraram-se para outra direção para evitar o contato visual,&lt;br /&gt;mesmo que por alguns segundos, quando recobrara a consciência de que&lt;br /&gt;ele era um ser humano, e não havia por que não encarar uma mera praga&lt;br /&gt;urbana como aquela. Fitaram-se por mais alguns segundos, e Jonas&lt;br /&gt;observou-a atentamente. Era igual a qualquer outra pomba que vemos na&lt;br /&gt;cidade. Acinzentada, com as asas mais claras que o peito e a cabeça,&lt;br /&gt;cauda riscada de negro e pescoço esverdeado, aquele verde metálico&lt;br /&gt;incomum que pombas possuem na penugem do pescoço. O bico era curto,&lt;br /&gt;vermelho e afinado, e um de seus olhos era leitoso, como se fosse cega&lt;br /&gt;da visão esquerda. O ônibus começou a andar, e Jonas acabou adormecendo&lt;br /&gt;no banco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou quando o ônibus estava a dois quarteirões do ponto onde&lt;br /&gt;desceria. Levantou-se, esbarrando nas pessoas em pé, e deu sinal para&lt;br /&gt;descer. A tortura que o levava do trabalho até sua casa parou, e Jonas&lt;br /&gt;desceu. Já era noite, e o céu estava escuro. As ruas mal iluminadas&lt;br /&gt;faziam com que Jonas apertasse o passo para chegar mais rapidamente,&lt;br /&gt;embora o barulho que os saltos de seus sapatos faziam era algo que&lt;br /&gt;atrairia qualquer ladrão nas redondezas. Procurou as chaves em seu&lt;br /&gt;bolso a alguns metros de seu apartamento, quando sentiu algo estranho e&lt;br /&gt;molhado cair-lhe aos ombros e nuca. Como por reflexo usou a mão para&lt;br /&gt;verificar o que era e sua visão não foi das mais atraentes. Era uma&lt;br /&gt;substância branca, com partes estranhas esverdeadas, o tão conhecido&lt;br /&gt;cocô de pomba. Jonas olhou para cima para achar o artista que fizera a&lt;br /&gt;pintura abstrata em seu paletó e encontrou cerca de cinqüenta pombos&lt;br /&gt;pairados aos fios de iluminação acima de sua cabeça. Todos o encaravam&lt;br /&gt;como o pombo do ponto de ônibus, brutalmente. Soltou um palavrão, e&lt;br /&gt;continuou a caminhar em direção à porta de seu edifício, quando outro&lt;br /&gt;míssil de bosta o atingiu na cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só pode ser brincadeira... – Disse desacreditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que? – Respondeu uma voz desengonçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas olhou para trás à procura do dono da voz, e não encontrou alma&lt;br /&gt;viva na rua. Eram apenas Jonas e as pombas. Olhou incrédulo para os&lt;br /&gt;fios, e viu que as pombas se entreolhavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi? – Perguntou o fracassado jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi o que, mermão?! – Bradou uma pomba particularmente agressiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem fechou e abriu os olhos fortemente algumas vezes em tentativa&lt;br /&gt;de acordar do possível transe causado pelo cansaço, mas nada aconteceu,&lt;br /&gt;a pomba ainda continuava a gritar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cê cheirou? Cê fumou, foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem que eu gostaria! – Respondeu-a Jonas, e houve uma agitação&lt;br /&gt;repentina nas pombas pairadas aos fios. Ficaram inquietas e começaram a&lt;br /&gt;endireitar-se, se agrupando para escutar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas fitou as dezenas de pombas que o observavam e resolveu entrar de&lt;br /&gt;vez naquele diálogo. Talvez aquilo ainda fosse obra do pó que o&lt;br /&gt;jornalista cheirara quando era mais novo e ia pros clubes noturnos da&lt;br /&gt;cidade, ou então da erva que ele fumara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maconheiro safado! – Gritou com incontrolável fúria a pomba&lt;br /&gt;descontrolada, as órbitas de seus pequeninos olhos saltavam ainda mais&lt;br /&gt;de sua cabeça desproporcional ao corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fumo mais. – Replicou o jornalista – Agora eu sou um homem sério. – Continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pombas riram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, é sério! – Completou ele – Não fumo e não pretendo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas sente vontade, Jão! – Disse a pomba marginalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nóia sem vergonha! – Gritou a pomba da favela mais uma vez, fitando o céu escuro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quieto. Aqui quem faz a falação sou eu. – Disse outra pomba. Essa&lt;br /&gt;tinha um ar mais intelectual. Pelo menos, seu tom de voz era mais&lt;br /&gt;sensato, e as palavras, apesar de saírem atropeladas umas às outras,&lt;br /&gt;eram mais identificáveis. Era atarracada e desproporcional. Era uma&lt;br /&gt;pomba gorda, e Jonas se perguntou como um animal daqueles conseguia&lt;br /&gt;voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você também fala? – Arriscou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, não. Na verdade somos marionetes de um ventríloquo&lt;br /&gt;escondido atrás da lata de lixo. E isso é tudo uma câmera escondida do&lt;br /&gt;programa idiota que você passa a tarde toda assistindo durante o&lt;br /&gt;domingo. – Ironizou a pomba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pombas riram de novo. Jonas não se importou com a alfinetada, na&lt;br /&gt;verdade, quase nada estava sendo absorvido por ele durante a conversa.&lt;br /&gt;Estava perplexo demais por pombas poderem falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se vocês falam, qual o outro som que vocês fazem? Quero dizer,&lt;br /&gt;cachorros latem, cavalos relincham, vacas mugem, e pombas? Pombas fazem&lt;br /&gt;o que? – A pergunta fútil escapou dos lábios do jornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arrolar, arrular, arrulhar, gemer, rular, rulhar, suspirar,&lt;br /&gt;turturilhar, turturinar. Esses são os verbos usados. Mas, em que isso é&lt;br /&gt;relevante aqui? – Respondeu o pombo intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada, nada. – Disse – Apenas curiosidade inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FUMA MACONHA, CARAIO! – Berrou a ave favelizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um silêncio desagradável tomou conta da rua por alguns instantes, quando o homem finalmente recobrara o juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas vocês não deveriam falar! São animais! – Concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês, homens, nascem humanos e tornam-se animais durante o decorrer&lt;br /&gt;de suas medíocres vidas. A partir do momento que crescem e se tornam&lt;br /&gt;independentes, vocês abandonam os pais que dedicaram mais da metade de&lt;br /&gt;suas vidas para cuidar e proteger a vocês. Vocês, que se julgam tão&lt;br /&gt;superiores a nós, acabam uns com os outros em frações de segundo por&lt;br /&gt;pura irracionalidade. E o que dizer sobre como tratam suas fêmeas? As&lt;br /&gt;abandonam por qualquer outra parceira que seja sexualmente melhor para&lt;br /&gt;carregar os seus genes. E eu poderia ficar a noite toda aqui dando&lt;br /&gt;razões para a sua animalidade. Vocês são como nós. Irracionais. O homem&lt;br /&gt;pensa que pensa, e essa é a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas escutava o pombo como escutou a primeira aula que teve na&lt;br /&gt;faculdade. Absorveu cada palavra proferida. Só não tomou notas sobre o&lt;br /&gt;que o pombo falara, pois estava sem papel e caneta em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E por que apenas os homens, animais tão irracionais quanto todos os&lt;br /&gt;outros, são providos de fala? Nós também somos, apenas pensamos duas&lt;br /&gt;vezes antes de falar. – Continuou – Nós também evoluímos, vocês não&lt;br /&gt;foram os únicos no planeta. Cada espécie do seu jeito, cada espécie em&lt;br /&gt;seu próprio tempo, mas no final, todos evoluem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ou não... – Concluiu o jornalista. Balançou a cabeça, limpou a cagada&lt;br /&gt;de seu terno, e continuou o caminho em direção à sua casa, perdido em&lt;br /&gt;devaneios sobre a raça humana e a evolução que a mesma teve desde a&lt;br /&gt;época que a linguagem foi criada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas chegaria em casa, abriria a gaveta de seu criado-mudo e acenderia&lt;br /&gt;o cigarro solitário, forte, e ilícito que o faria repensar o diálogo&lt;br /&gt;que tivera com as pombas. E riria muito. Realmente as pombas eram mais&lt;br /&gt;inteligentes que os ratos. Ele não gostava dos ratos. O criticavam&lt;br /&gt;muito mais pela maconha do que as pombas o fizeram. As pombas eram mais&lt;br /&gt;filosóficas, os ratos eram apenas ratos...&amp;quot;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Capítulo II - O Lendário vendedor de Cogumelos Dançantes.</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:06:39Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;Capítulo II - O Lendário vendedor de Cogumelos Dançantes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia eu estava totalmente perdido e desmotivado para tomar uma atitude maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sem dinheiro, sem comida, sem mochila, e sem a mínima idéia de onde procurar apoio para me recompor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa valiosa que me restara eram os calçados que vestiam meus&lt;br /&gt;pés, que noutra hora havía mandado confeccioná-los em Darashia, no&lt;br /&gt;oriente, além do meu cajado místico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas de fibras de Babosa e tingidas com sangue de ovelha negra, o par&lt;br /&gt;de botas era provído por uma força oculta, imperceptível aos olhos,&lt;br /&gt;criadas pelos anciões imortais que habitavam os arredores da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha primeira atitude depois de lamentar o acontecimento, foi ir atrás&lt;br /&gt;com a única informação que eu tinha em mãos para encontrar aquele&lt;br /&gt;desgraçado. A casa número 6, na Central circle Shop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;Toc Toc&amp;quot;, bastou dois toques na porta, para eu ouvir os passos que aparentemente desciam as escadas da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher apareceu sobre a janela lateral, se apoiando sobre a parte&lt;br /&gt;inferior, onde Bronha na noite anterior estava encostado, eufórico.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente a jóvem tinha pouca idade, olhos negros, cabelo escuro encaracolados, uma garota normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém um detalhe me deixou curioso, aquela pequena penugem acima de sua boca, semelhante ao que os homens costumam ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;¿Qué quieres señor?&amp;quot; perguntou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Procuro por Aleon Bronha, seu empregado.&amp;quot; respondi, assustado em&lt;br /&gt;consequência do sotaque que apesar de confuso, era ao mesmo tempo&lt;br /&gt;legível aos meus ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela então me disse que nunca tinha visto ou ouvido falar desta pessoa, fechando em seguida a janela de maneira brusca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisti, e mais uma vez bati em sua porta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;¿Qué quieres porra? Deixame, Puto!&amp;quot; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse ela sem esperar eu responder, entrando novamente para dentro de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De fora dava para ouvir uma canção que aparentemente era executada pela mesma mulher misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo soava como algo extremamente desagrádavel &amp;quot;I Soy rebelde&amp;quot; cantava ela repetidamente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi o recado, e me perguntava se aquela moça era o mesmo bebê de tantos anos atrás e preferi não incomodá-la por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nenhuma idéia de como seguir em frente, a única coisa que me&lt;br /&gt;recordava naquele instante era de como me tranquilizava atirar pedras&lt;br /&gt;no Oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ponto prediléto era a ponte que ligava Edron, até a saída nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidí visitar o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No caminho por algum motivo aquela música não saía da minha cabeça, e estava realmente me incomodando.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cheguei ao meu destino, o lugar não tinha nenhuma mudança, e estava exatamente como a 20 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar estava calmo, e no horizonte você ainda avistava as gaivotas que alí se alimentavam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo realmente me confortou, jogar pedras no oceano era um refúgio&lt;br /&gt;que mesmo depois de tanto tempo, ainda me confortava, e me fazia&lt;br /&gt;esquecer dos problemas desagradáveis e naquele momento da música que&lt;br /&gt;então eu havía me esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O tempo passou rápido, e nem me dei conta que o sol caminhando para&lt;br /&gt;o horizonte, e que agora núvens escuras e carregadas se aproximavam da&lt;br /&gt;bahia de Edron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a chover, eu corri com facilidade para o primeiro local coberto que eu avistei, mesmo assim eu estava ensopado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local era o maior ponto de magia da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma forma geométrica, ligado por algumas pontes, o local era visitado por muitos curiosos e místicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alí era possível encontrar poções, comidas, livros, e consultar&lt;br /&gt;oráculos que podiam te guiar espiritualmente, e te ensinar técnicas&lt;br /&gt;para concentrar sua força.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segui até uma escada, subindo degrau por degrau, de forma desajeitada com o peso da roupa em consêquencia da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No andar superior eu encontrei um local totalmente místico, que eu jamais havía estado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro era semelhante, sem dúvida o mesmo, que eu encontrara no dia&lt;br /&gt;anterior saindo da janela de Zalpni, e havía objetos estranhos por toda&lt;br /&gt;parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei as minhas botas e as encostei junto a parede, para evitar que por ventura eu adoeça e uma nova desgraça aconteça comigo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caminhei então até o balcão, onde se encontrava um rapaz estranho,&lt;br /&gt;que sorria de uma forma engraçada ao mesmo tempo lenta e relaxante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Olá....&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Ouahee, menino branco do sapato ensanguentado!&amp;quot; Disse ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me espantei, pois não entendi o que aquele homem quis dizer.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então me disse &amp;quot;So a vida e so a morte, so guerrero so frangote, so a guerra so a paz, so de menos so de mais&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sem entender, e antes que eu perguntasse algo, ele continuou &amp;quot;Num&lt;br /&gt;confundi Ouarrii, meu nomi é Yddotí e to aqui pra ti serví&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Naquele momento uma lembrança forte veio a tona, e tive uma recordação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai sempre me contava sobre um tal Yddotí, que cuidava de sua saúde&lt;br /&gt;mental, ele dizia que Yddotí era milagroso, e conseguia mudar o seu&lt;br /&gt;humor sempre que estava deprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era conhecido como O lendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ato de desespero, eu pedi para aquele homem me ajudar, pois a&lt;br /&gt;fome retornara naquela tarde, e eu estava ensopado e deprimido com os&lt;br /&gt;ultimos acontecimentos e sem nenhuma moeda para pagá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então, sem hesitar me ofereceu uma xícara de chá, composta por cogumelos de Tiquanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem pensar e confiante que aquilo iria saciar as minhas vontades, eu bebi em 2 goles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto era amargo, e insuportável, uma ãncia me subiu a cabeça, mas&lt;br /&gt;segurei a respiração e depois de alguns segundos aquilo não me&lt;br /&gt;incomodava mais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Continuei conversando com o lendário, e conforme o tempo ia&lt;br /&gt;passando, os pássaros azuis caramelados planavam pela sala acompanhados&lt;br /&gt;pelos grandes elefantes de orelhas fluorescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele espetáculo era lindo, minhas botas desgrudaram da parede e&lt;br /&gt;criaram vida, e começaram a dançar, junto ao restante dos Cogumelos que&lt;br /&gt;se encontravam na pratileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação que eu tinha, era de um prazer imenso, eu estava flutuando e observando todo aquele espetáculo de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lendário se transformara em chocolate, e as paredes se moviam de um lado para o outro, para frente e para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia explicar o que estava acontecendo, mas a fome não existia&lt;br /&gt;mais, a tristeza havía sumido, e eu não estava mais preocupado com nada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desci as escadas, e fui vagando pelos corredores, passando pelo meio das pessoas que alí estavam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o efeito do chá, eu continue sendo seguido por Pássaros&lt;br /&gt;caramelados, que agora mudavam de cor, e tentavam me dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pássaros passou a minha frente, e começou a me dizer &amp;quot;Obrigado mais uma vez pela oferenda meu senhor&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda sem entender, continuei seguindo em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz daquele pássaro era famíliar, mas não conseguia me lembrar a quem pertencia naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha mais conciência de tempo, e espaço, me guiava por sensações e pelo que eu achava que era certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde eu estava? ja havía andado muito, e a sensação que eu tive era de ter caminhado por dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi e desci muitas escadas, que aparentavam ser grandes pedaços de bifes, a não ser pelo gosto da madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo aquele barulho me chamou atenção, o mesmo do asoalho de madeira que noutro dia eu havia escutado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a pensar que eu estava novamente no cais, mas não conseguia enxergar nada além de Bifes e pássaros caramelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A sensação agora já não estava mais me trazendo prazer, e sim um euforia imensa que não me deixava voltar ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ato de desespero me joguei do Bife mais alto que encontrei imaginando ser mais uma ilusão, e tive uma surpresa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;[i]Continua...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Crônicas de Siseneg</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:06:06Z</pubDate>
		<description>&lt;div id=&quot;post_message_4035976&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id=&quot;HOTWordsTxt&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Capitulo I - O Viscoso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edron 1689, o barco alcança a terra onde alguns passageiros desembarcam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nota-se uma tripulação estranha ao mesmo tempo famíliar, vestidos de&lt;br /&gt;preto com calçados amarelos, os tripulantes cuidam da aparência do&lt;br /&gt;barco, e limpam o hall com alguns esfregões e baldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz frio, na calada da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho lentamente até a escada, cujo os passos me confortam com o barulho do assoalho de madeira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em terra firme. A cidade não muda, mesmo depois de tanto tempo&lt;br /&gt;sem voltar, aqui estou de novo, passando pelos guardas da cidade cujo o&lt;br /&gt;olhar é firme e permanente apontando para o castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vago pelas ruas estreitas da cidade, procurando algum abrigo e comida&lt;br /&gt;para saciar a minha fome, e descansar da viagem longa e cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;trajeto eu me recordo do quanto a cidade era grande, e espantosa com&lt;br /&gt;os monumentos e grandes muros onde eu costumava subir para observar os&lt;br /&gt;arredores da cidades, especilamente os estranhos Gigantes de um olho só&lt;br /&gt;que vagavam pelo plano mata a dentro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava esgotado, e só queria um canto para me deitar e o minimo para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deparo com uma casa que era familiar, marcada com as iniciais C.Shop 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecia aquele lugar, onde na minha juventude costumava conversar com&lt;br /&gt;o morador, nomeado Zalpni, gentilmente apelidado como Macaicon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes da casa estavam apagadas, e eu não queria acordar este velho&lt;br /&gt;conhecido, que costumava ser conhecido por seu temperamento impulsivo e&lt;br /&gt;brigas que sempre causára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi por curiosidade me erguer pelas pontas dos pés, até a janela da&lt;br /&gt;casa onde saía uma fumaça, sem sucesso em enxergar algo, apesar de&lt;br /&gt;sentir um cheiro característico, acompanhado por uma ponta faíscada que&lt;br /&gt;estava no fundo da casa, onde uma fumaça nitidamente subia também pela&lt;br /&gt;outra janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro me causara tontura, e resolvi seguir o meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas forças ja estavam se esgotando, e precisava obviamente de um&lt;br /&gt;lugar para ficar, ou dormiria alí mesmo, no velho banco de madeira a&lt;br /&gt;uma quadra de lá, no Central Circle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi continuar a caminhada na esperança de encontrar algo para enganar o meu estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobrei a rua Central Circle Shop, onde avisto um estranho e ligeiro&lt;br /&gt;movimento repetitivo na janela da casa 6, onde na minha juventude&lt;br /&gt;morava a pequena Yanilin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nitidamente dava para ver que era uma pessoa, seu braço subia e descia&lt;br /&gt;de uma forma extraordinarimanete rápida, ele observava algo dentro da&lt;br /&gt;casa, e os movimentos e sua respiração ofegante estavam nitidamente&lt;br /&gt;expostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me escondi atrás de um poste onde sabia que não estava sendo observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela pessoa estava me assustando, eu não entendia o que, e nem o&lt;br /&gt;porque ela estava fazendo isso, só sabia que aquela pessoa era&lt;br /&gt;aparentemente um homem de estatura mediana, e troncudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma explosão ele gritou, e os movimentos que anteriormente eram&lt;br /&gt;ligeiros, agora se acomodaram em pulsações lentas e silenciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela pessoa nitidamente não estava bem, resolvi então me aproximar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui me aproximando, e ele em um movimento brusco, ele virou na minha direção aparentemente assustado com a minha presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu rosto era grande e redondo, estava suado, e seus olhos esbugalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a ele o que acontecera, ele então gaguejando me disse &amp;quot;Naa na nada meu caro, eu es..tava exercitando&amp;quot;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem eu entender, eu estendi a mão para cumprimentalo... ele sem pensar,&lt;br /&gt;avançou para pegar minha mão, onde instantaneamente eu percebi um&lt;br /&gt;liquido viscoso e estranho entre os seus dedos, em que me esquivei&lt;br /&gt;ligeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei atento e assustado com aquela cena bizarra, então tomei uma&lt;br /&gt;distância de 3 passos e perguntei o nome deste estranho homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Toduro Aleon Bronha, mas meus amigos me chamam apenas de Bronha ou Gordo, e você?&amp;quot; disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Paul, mas costumam me chamar de Cabeça de Osso&amp;quot;, respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Notei que sua vestimenta era escura e seus sapatos eram amarelos, semelhante ao que os estranhos tripulantes usavam no barco.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bronha parecia ser boa gente, me ofereceu um pedaço de Bife que estava&lt;br /&gt;em seu bolso, em que eu mesmo fiz questão de apanhar, mesmo Cru, eu não&lt;br /&gt;pensei em nada, e devorei aquela carne em 5 segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satisfeito agora eu precisava só de um lugar para passar a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simpático cidadão me ofereceu um canto para ficar, junto as fruteiras&lt;br /&gt;que estavam de frente para casa, em que anteriormente ele espiava e&lt;br /&gt;passava por aquela situação &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=283173#&quot; onclick=&quot;hwClick12733553872207(1733521415);return false;&quot;&gt;inédita&lt;/a&gt; aos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bronha, costumava passar as noites alí, com a justificativa de estar&lt;br /&gt;sendo pago para vigiar aquela casa numero 6, dos lobos selvagens que&lt;br /&gt;saltavam janela a dentro procurando por comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deitei ao meio da fruteira, e me cobri com pele de lobo para me proteger da noite fria e promover a mim um pouco mais de  &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=283173#&quot; onclick=&quot;hwClick14002493960207(1733521415);return false;&quot;&gt;conforto&lt;/a&gt;, pois o local além de ser explicito, o cheiro também era forte e me lembrava suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bronha durmia a apenas 4 metros de mim, adormeci mesmo assim, pois&lt;br /&gt;estava esgotado, e naquela circunstância, o ambiente e o mal cheiro não&lt;br /&gt;iria atrapalhar o meu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu, com o canto dos pássaros e a meio da luz que vinha de&lt;br /&gt;encontro ao meu rosto, eu levantei tranquilamente, satisfeito com a boa&lt;br /&gt;noite de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensava apenas em vagar por estas velhas terras e reencontrar pessoas&lt;br /&gt;importantes pra mim, que civilizavam aqui, na minha infância e&lt;br /&gt;juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei minha mochila onde estáva o restante da mínima  &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=283173#&quot; onclick=&quot;hwClick20716668751207(1733521415);return false;&quot;&gt;econômia&lt;/a&gt; que eu guardava para futuras necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havía deixado logo abaixo da pequena laranjeira, onde difícilmente&lt;br /&gt;alguém iria encontrar, a não ser o Gordo, que havia visto eu esconde-la&lt;br /&gt;anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela havía sumido, e Bronha também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentado pela raiva, e confuso ao mesmo tempo, eu deduzi e tive&lt;br /&gt;daquele instante, a certeza de que Bronha tería me roubado, e isto me&lt;br /&gt;fez ter ódio do quanto a cidade de população honesta havia mudado,&lt;br /&gt;abrigando vandalos e ladrões nesta nova década.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única vontade era acha-lo e empala-lo com o cajado que eu sempre carrego junto ao meu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sede de vingança começava alí, naquela hora, estava focado em um&lt;br /&gt;caminho confuso, e sabia que não iria ser fácil derrotá-lo sozinho&lt;br /&gt;sabendo de seus artifícios e ligeiro movimento braçal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Continua...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://tibiass.makeblog.net/Historias-b1/Cronicas-de-Siseneg-b1-p33.htm</guid>
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		<title>Warlord Sword</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:03:59Z</pubDate>
		<description>Bom vou postar aqui o que um membro do tibiabr postou sobre essa magnifica espada, não reparem nos erros de português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu falei a mim mesmo q soh ia volta a joga tibia nas ferias d inverno&lt;br /&gt;mais me deu vontade d cata a warlord sword a 2º sword mais&lt;br /&gt;binita(Pharaoh sword rulez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entao eu e meu amigo(C estao tao&lt;br /&gt;curiosos sobre ele,ele eh amigo hacker do meu primo =D)fizemo algumas&lt;br /&gt;pesquisa(Pra sabe mais d tibia)e entao nois pensamo&amp;quot;C o Cyc traveco usa&lt;br /&gt;os metal como iron piece q eh inutil pq ele naum usa otras coisa inutil&lt;br /&gt;tb?Como life crystal,mind stone,spectral stone e etc...Entao ele naum&lt;br /&gt;vai pega e arrebenta os metal a paulada neh&lt;img class=&quot;linked-image&quot; src=&quot;http://forums.tibiabr.com/images/smilies/eek.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entao pensamo em algo d forja como alguns hammer logo me veio iron hammer e giant smithhammer pq qdo da look aparece assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; You see a giant smithhammer (Atk:24 Def:14)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; It weighs 68.00 oz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; This &lt;strong&gt;cyclopean&lt;/strong&gt; hammer seems to be an awesome &lt;strong&gt;smithing tool&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tm mta ligaçao mais tb como ele vai faze a sword soh a martelo e metal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pensei em fabricaçao e logo me veio a cabeça &lt;strong&gt;MATERIA PRIMA!!!! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ok,ok ele vai prescisa d alguma merda q tal uma rapier?Pq tb faze naum faze FS?Chegamo ao um dos mais importante.&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tah seu retardado e a GS e WS? Vamo chega ae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;quot;O Gabriel fodex penso....e penso.....e penso mais um poco ateh axa algo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; WS eh foda vai prescisa d mto material,mas ql pod c?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu disse broken sword,mind stone,uns iron piece?MTo poko materia pra sword foda....&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citar: 22:29 A Sweaty Cyclops: Manny kinds of. Like Mesh Kaha Rogh,&lt;br /&gt;Za&#039;Kalortith, Uth&#039;Byth, Uth&#039;Morc, Uth&#039;Amon, Uth&#039;Maer, Uth&#039;Doon, and&lt;br /&gt;Zatragil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Like Mesh Kaha Rogh: Steel that is singing when forged. No one knows where find today.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Za&#039;Kalortith:It&#039;s evil. Demon iron is. No good cyclops goes where you can find and need evil flame to melt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uth&#039;Byth: Not good to make stuff off. Bad steel it is. But eating magic, so useful is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uth&#039;Amon: Brigthsteel is. Much art made with it. Sorcerers to lazy and afraid to enchant much.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uth&#039;Maer: Heartiron from heart of big old mountain, found very deep.&lt;br /&gt;Lil&#039; lil ones fiercely defend. Not wanting to have it usedfor stuff but&lt;br /&gt;holy stuff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uth&#039;Doon: It&#039;s high steel called. Only lil&#039; lil&#039; ones know how make.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zatragil: Most ancients use dream silver for different stuff. Now&lt;br /&gt;ancients most gone. Most not know about. Boa vei pesquiso bm mais algo&lt;br /&gt;tm ligaçao com algo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Uth&#039;Amon: Brigthsteel is. Much art made with it. Sorcerers to lazy and afraid to enchant much&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bright Sword seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Uth&#039;Maer:&lt;br /&gt;Heartiron from heart of big old mountain, found very deep. Lil&#039; lil&lt;br /&gt;ones fiercely defend. Not wanting to have it usedfor stuff but holy&lt;br /&gt;stuff.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lil=Pequeno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pequeno=Dwarf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Very deep=Mto fundo(Seria as minas d kaz?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Minas d kaz tm umas joinha lah mas seria essas pra faze warlord sword?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Holy stuff Hmmm naum tinha um npc em kaz q fala q o basilisk naum guarda uma holy stuff(Coisa abençoada seria?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Existe um Holy falcon q loota d pharaoh(Srry eskeci o nome) Mais seria ele o nescesario?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Za&#039;Kalortith:It&#039;s evil. Demon iron is. No good cyclops goes where you can find and need evil flame to melt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hmm evil e demon me parece fire devil....Seria o loot da volcanic rod?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Evil flame tm uma em ank perto d um pharaoh axo q eh ond vai do mardhis tm um fogo roxo q da dano as vezes d 500  0.o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Me veio merda na cabeça como d costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Strong powers &lt;/strong&gt;flow in this &lt;strong&gt;magic sword&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Strong powers=Poderes fortes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; SoV eh magic sword e eh forte mais seria presciso usa-la pra fazer a WS(Jah estragando o prazer dos low lvl &lt;img class=&quot;linked-image&quot; src=&quot;http://forums.tibiabr.com/images/smilies/yelrotflmao.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Algumas conclusoes vo pesquisa mais pra axa mais umas coisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;!--sizeo:3--&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 100%&quot;&gt;&lt;!--/sizeo--&gt;&lt;!--coloro:#0000ff--&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;!--/coloro--&gt;&lt;u&gt;Warlord Sword&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img class=&quot;linked-image&quot; src=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/wiki/images/c/cb/Warlord_Sword.gif&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;!--colorc--&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--/colorc--&gt;&lt;!--sizec--&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--/sizec--&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Level Requerido:&lt;/strong&gt;  110    &lt;strong&gt;Vocação Requerida:&lt;/strong&gt;  Knights    &lt;strong&gt;Atributos:&lt;/strong&gt;   Atk: 53, Def: 38     &lt;strong&gt;Peso:&lt;/strong&gt;   64.00 &lt;a href=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/Oz&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;oz&lt;/a&gt;.    &lt;strong&gt;Valor:&lt;/strong&gt;   Negociável &lt;a href=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/Gp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;gp&lt;/a&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;Cai de:&lt;/strong&gt;   Ninguém.    &lt;strong&gt;Compra-se de:&lt;/strong&gt;   Jogadores.    &lt;strong&gt;Vende-se para:&lt;/strong&gt;   Jogadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/H.L&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;H.L&lt;/a&gt;. (&lt;a href=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/Outlaw_Camp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Outlaw Camp&lt;/a&gt;) 360 &lt;a href=&quot;http://tibia.portaltibia.com.br/Gp&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;gp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;!--sizeo:3--&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt; line-height: 100%&quot;&gt;&lt;!--/sizeo--&gt;&lt;!--coloro:#0000ff--&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;!--/coloro--&gt;&lt;u&gt;Bye Bye.&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>O que são QUESTS?</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T15:01:11Z</pubDate>
		<description>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;O que são QUESTS?&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;1. O que são quests?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Para deixar o &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=156150#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;jogo&lt;/a&gt; mais divertido, em Tibia nós temos as chamadas &lt;em&gt;quests&lt;/em&gt;. Quests são missões ou tarefas que o &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=156150#&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;jogador&lt;/a&gt; pode cumprir no jogo, em troca de uma recompensa. Essa recompensa pode ser um ou mais itens, um &lt;em&gt;outfit&lt;/em&gt; (roupa do personagem), um &lt;em&gt;addon&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(acessório), ou ainda certa permissão ou vantagem. Essas tarefas são&lt;br /&gt;inúmeras e variam em grau de complexidade. Você pode, por exemplo,&lt;br /&gt;desvendar uma série de charadas, enfrentar um grupo de monstros,&lt;br /&gt;percorrer o mundo de Tibia atrás de uma chave para abrir uma porta,&lt;br /&gt;enfim. Algumas delas testarão sua força, outras sua paciência,&lt;br /&gt;agilidade, inteligência, sorte e etc. Existem quests para todos os&lt;br /&gt;gostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas delas exigem level mínimo para serem terminadas. Ou&lt;br /&gt;seja, você não conseguirá chegar até a recompensa a não ser que tenha o&lt;br /&gt;level igual ou maior ao determinado para aquela específica quest.&lt;br /&gt;Quando é esse o caso, o personagem ficará restrito por uma porta de&lt;br /&gt;level, não podendo passar por ela. Quando encontrar uma dessas portas,&lt;br /&gt;memorize o local e tente entrar novamente quando estiver em um level&lt;br /&gt;maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos óbvios, cada personagem pode completar a quest apenas uma vez, na maioria dos casos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Como iniciar uma quest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique&lt;br /&gt;sempre atento ao seu redor, qualquer NPC ou item pode ser um gatilho&lt;br /&gt;para iniciar uma quest. Algo estranho ou curioso que um NPC diz, um&lt;br /&gt;livro misterioso, uma situação diferente, alguma coisa que não deveria&lt;br /&gt;estar ali (ou deveria e não está), um portal, quase qualquer coisa pode&lt;br /&gt;ser um indício de quest. Cabe ao jogador ficar esperto e despertar a&lt;br /&gt;curiosidade dentro de si. E este é um dos principais atrativos de&lt;br /&gt;Tibia, desenvolver o raciocínio de quem joga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converse bastante com&lt;br /&gt;NPCs, dicas importantes podem ser obtidas com eles. Alguns dão as&lt;br /&gt;quests como missões, basta você dizer a ele as palavras &lt;em&gt;&amp;quot;quest&amp;quot;&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;&amp;quot;mission&amp;quot;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Se houver alguma missão para você, o diálogo será continuado. Porém&lt;br /&gt;essas não são as únicas palavras que podem dar início a uma quest. Cabe&lt;br /&gt;a você tentar tirar alguma informação do NPC testando as mais diversas&lt;br /&gt;combinações de palavras-chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só NPCs são fontes de quests, às&lt;br /&gt;vezes você pode estar andando e encontrar um baú guardado por&lt;br /&gt;criaturas, ou um item escondido no cenário. Mais uma vez: atenção e&lt;br /&gt;raciocínio são cruciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note também que algumas quests podem ser pré-requisito para começar uma outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Quest log.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O &lt;em&gt;quest log&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;nada mais é do que uma lista das quests que você iniciou ou completou.&lt;br /&gt;Pode ser acessado através do botão próximo ao seu inventário. Quando&lt;br /&gt;você inicia uma quest, seu nome aparece no quest log. Selecione a quest&lt;br /&gt;e clique em &amp;quot;Show&amp;quot; para ver os detalhes da sua tarefa. Se a sua quest&lt;br /&gt;for dividida em partes, então serão mostrados os nomes das missões&lt;br /&gt;individuais. Selecione um deles, e você poderá conferir mais&lt;br /&gt;informações sobre a tarefa. Se você já completou a quest, será mostrado&lt;br /&gt;um resumo da última tarefa. Também, se um NPC lhe deu uma dica&lt;br /&gt;importante no final de uma quest, esta dica pode ser revista nos&lt;br /&gt;detalhes da quest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todas as quests são listadas no quest log:&lt;br /&gt;quests de Rookgaard não são listadas; quests que consistem apenas em&lt;br /&gt;encontrar o tesouro também não; quests para obter outfits e addons são&lt;br /&gt;removidas da lista quando completadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Crédito: Anderslash&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Ghazbaran X Morgaroth - Sede de Poder!</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:58:39Z</pubDate>
		<description>Ghazbaran X Morgaroth - Sede de Poder!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos arredores de Ankrahmun, jovens aventureiros despertam sem querer&lt;br /&gt;uma fera muito misteriosa, capaz de provocar o tão famoso apocalipse.&lt;br /&gt;Mais conhecida como Morgaroth, ela não descende de seres, e é sim, o&lt;br /&gt;fruto principal da &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=282408#&quot; onclick=&quot;hwClick10104641171184(1340938170);return false;&quot;&gt;originalidade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;de outros monstros. A história conta que um ser supremo jamais&lt;br /&gt;mencionado (alguns acreditam que seja Hellgorak, outros Ushuriel),&lt;br /&gt;criou os elementos e deles originaram-se feras extremamente fortes. Por&lt;br /&gt;incrível que pareça, dos seres elementais, só se originaram até o&lt;br /&gt;momento, Morgaroth criado pelo fogo e Ghazbaran criado pelo gelo. Os&lt;br /&gt;elementos de veneno e energia ainda não desenvolveram um ser que seria&lt;br /&gt;o iniciante dessa espécie, mas incidentemente, nasceram seres que&lt;br /&gt;dominam a energia e outros o veneno. Como por extinto, a meta de cada&lt;br /&gt;chefe é dominar o planeta Tibia e ter o controle total das terras&lt;br /&gt;habitadas. Morgaroth estava adormecido e Ghazbaran era contido por&lt;br /&gt;bravos guerrilheiros humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio estava lançado. Pelo que se sabe, nenhum humano jamais&lt;br /&gt;resistiu a Morgaroth e ele despertara novamente para atormentar a todos&lt;br /&gt;os seres vivos. A união dos humanos á Ghazbaran era uma possibilidade,&lt;br /&gt;mas os humanos não tinham condições de domar a criatura, já que apesar&lt;br /&gt;de conseguir ser controlada, não era destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ghazbaran X Morgaroth - O Encontro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morgaroth além de obter tanta força e poder, obtinha também muita&lt;br /&gt;inteligência e foi á caça de Ghazbaran. O próprio Ghazbaran também não&lt;br /&gt;ficou parado e nos arredores de Carlin se encontraram para uma batalha&lt;br /&gt;que muito provavelmente, demoraria muito a acabar. Morgaroth possuía&lt;br /&gt;uma força muito grande e realmente maior do que a de Ghazbaran, que&lt;br /&gt;conseguiu conter Morgaroth, apesar de ser agredido e perder a batalha&lt;br /&gt;do momento, tendo que recorrer á fugir de Morgaroth para sobreviver. A&lt;br /&gt;interferência dos humanos em meio a esse encontro resultou na morte de&lt;br /&gt;cerca de 619 (seissentos e dezenove) humanos. Morgaroth parecia&lt;br /&gt;invencível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ghazbaran X Morgaroth - A invocação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morgaroth tinha inteligência o suficiente para saber que ganharia a&lt;br /&gt;guerra, mas deixou a &amp;quot;poeira abaixar&amp;quot; como se usa o termo, para lançar&lt;br /&gt;um exército de Minishabaals e Fire Elementals contra Ghazbaran, que&lt;br /&gt;reagiu invocando Yakchals e Yetis, contendo o exército inimigo.&lt;br /&gt;Morgaroth obteu, com o decorrer do tempo, um inimigo maior que&lt;br /&gt;Ghazbaran: O próprio Madareth, seu irmão elemental. Mas, Madareth não&lt;br /&gt;havia exércitos a dominar, já que seu &amp;quot;irmão&amp;quot; havia dominado os&lt;br /&gt;exércitos do elemento fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madareth foi a única criatura a machucar Morgaroth, apesar de ser&lt;br /&gt;derrotado com muita bravura, pelo comando de elite humano ou os UK,&lt;br /&gt;[Ultra Knights] que havia sido formado a pouco tempo e com sua tamanha&lt;br /&gt;força e raiva, poderia sim, ter uma chance de derrotar Morgaroth.&lt;br /&gt;Ghazbaran permaneceu neutro em relação aos UK, mantendo uma relação&lt;br /&gt;perigosa contra Morgaroth. Os UK não desejavam derrotar Ghazbaran, já&lt;br /&gt;que poderia ser um bom aliado para derrotar mutações como Verminor e&lt;br /&gt;Latrivan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ghazbaran X Morgaroth - UK, os imperdoáveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morgaroth derrotou cerca de 12 (doze)  &lt;a href=&quot;http://forums.tibiabr.com/showthread.php?t=282408#&quot; onclick=&quot;hwClick16485355322184(1340938170);return false;&quot;&gt;componentes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;da UK que, ridicularmente, agiram por conta própria e ficaram em seus&lt;br /&gt;rastros, &amp;quot;viraram somente mais cinzas&amp;quot; comenta o líder do grupo UK,&lt;br /&gt;Lord&#039;Paulistinha. A elite UK decidiu então, DERROTAR Morgaroth. Foram&lt;br /&gt;impulsionados por si mesmos e se encontraram com o exército de&lt;br /&gt;Morgaroth, derrotando-o facilmente. Chegaram rente á Morgaroth, com&lt;br /&gt;quem desencadearam uma guerra que eliminou mais de 70% da elite UK,&lt;br /&gt;deixando-os mais fracos para derrotar a criatura. &amp;quot;Ele é realmente&lt;br /&gt;muito forte e para nós, parece imortal&amp;quot; comenta Lord&#039;Paulistinha nível&lt;br /&gt;396, além de líder da UK, o maior humano tibiano.&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Que Tipo de Servidor Escolher?</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:56:06Z</pubDate>
		<description>&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;darkred&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que tipo de servidor escolher?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/u&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando&lt;br /&gt;um personagem é criado no tibia, não apenas o nome e o sexo tem que ser&lt;br /&gt;escolhidos, mas também o mundo onde o personagem vai jogar.Claro que a&lt;br /&gt;decisão depende do país onde você vive, mas também você tem que decidir&lt;br /&gt;em que tipo de servidor você vai gostaria de jogar. No tibia você pode&lt;br /&gt;escolher entre 3 tipos diferentes de servidores. Eles podem variar de&lt;br /&gt;acordo com a autorização para se matar alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;darkred&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.kelekian.net/site/port/images/pvp_nonpvp_article1.jpg&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;darkred&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Servidores Non-PvP&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhante&lt;br /&gt;a ilha inicial de Rookgaard, você não pode matar outros personagens, em&lt;br /&gt;servidores Non-PvP. Druids e sorceres produzindo suas backpacks de&lt;br /&gt;runas não precisam se incomodar com jogadores que matam apenas para se&lt;br /&gt;divertir. Você pode andar através das ruas de Carlin ou Thais, sem&lt;br /&gt;nenhum equipamento e ninguém vai tocar nenhum dedo em você. Aqui, a&lt;br /&gt;única ameaça com a qual os jogadores tem que se preocupar são os&lt;br /&gt;monstros. Algumas vezes, jogadores tentam matar os outros lurando&lt;br /&gt;monstros. Mas, esta é uma violação das Regras do Tibia, e jogadores&lt;br /&gt;serão punidos se eles forem pegos fazendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Servidores Non-PvP&lt;br /&gt;são particularmente recomendados para jogadores pacíficos e calmos que&lt;br /&gt;gostam de resolver seus problemas conversando com os outros ao invés de&lt;br /&gt;usar sua espada ou seu spell book, ou seja, partir pra porrada. Além&lt;br /&gt;disso, jogadores não podem matar outros personagens mesmo se eles os&lt;br /&gt;pertubarem. Ex: matando seus monstros ou robando suas lootbags. Como&lt;br /&gt;essas não são violações, as pessoas tem que encontrar suas próprias&lt;br /&gt;maneiras pacíficas de resolver esses tipos de problemas, nesse tipo de&lt;br /&gt;servidor. E eles conseguem. Apenas porque eles não podem ser agredidos&lt;br /&gt;fisicamento não quer dizer que os encrenqueiros tem uma vida fácil em&lt;br /&gt;servidores Non-PvP. Jogadores encontraram outras maneiras de negociar&lt;br /&gt;com personagens que estão somente procurando por confusão. Se você&lt;br /&gt;encontrar seu nome nas chamadas black ou grey lists, você vai ter bom&lt;br /&gt;trabalho para encontrar uma guild, um grupo de quest, ou personagens&lt;br /&gt;que querem negociar com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem mais algumas diferenças em&lt;br /&gt;servidores Non-PvP que vão afetar a maneira como você joga. Você não&lt;br /&gt;vai ferir outros personagens se você usar spells de area ou runas, como&lt;br /&gt;a spell ultimate explosion ou a runa great fireball. Dessa forma você&lt;br /&gt;pode se concentrar apenas em monstros enquanto caça e não via precisar&lt;br /&gt;se preocupar em atacar personganes próximos a você.Runas de field como&lt;br /&gt;fire bombs ou fire fields duram por um tempo muito menor e não causam&lt;br /&gt;dano se um personagem pisa nelas.Também treinar com summons ou outros&lt;br /&gt;jogadores é impossível já que você não pode os atacar. Por essa razão&lt;br /&gt;você vai sempre precisar de criaturas para treinar o seu skill de meele&lt;br /&gt;e seu shielding. Você também não pode curar nenhuma criatura selvagem&lt;br /&gt;para previnir que você mate outro personagem que está tendo alguma&lt;br /&gt;dificuldade para matar seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de servidor&lt;br /&gt;geralmente atrai jogadores que não tem nenhum interesse em matar outros&lt;br /&gt;jogadores, muitos deles são role players, ou pessoas que gostam de&lt;br /&gt;organizar eventos para a comunidade. Por essa razão, jogadores que&lt;br /&gt;estão interessados em assuntos comunitários são aconselhados a jogar em&lt;br /&gt;sevidores Non-PvP. Mas claro que você pode achar uma boa comunidade e&lt;br /&gt;um bom role play em servidores PvP, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;darkred&quot;&gt;&lt;strong&gt;Servidores PvP&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Servidores&lt;br /&gt;PvP normais permitem que outros jogadores matem outros personagens,&lt;br /&gt;mas, apenas de uma maneira limitada. Matar jogadores nesse servidores é&lt;br /&gt;regulamentado pelo skull system. Se um personagem tem uma skull ou se&lt;br /&gt;ele é membro de uma party. Os personagens só podem matar um determinado&lt;br /&gt;número de jogadores sem uma skull, as chamadas unjustified kills.&lt;br /&gt;Peronsagens que tem mais de 3/5/10 unjustified kills em um&lt;br /&gt;dia/semana/mes receberão uma red skull por 30 dias. Personagens que tem&lt;br /&gt;uma red skull vão perder todos os seus equipamentos quando morrerem&lt;br /&gt;mesmo se estiverem usando o precioso Amulet of Loss. Por essa razão&lt;br /&gt;personagens com uma red skull normalmente não usam seus melhores&lt;br /&gt;equipamentos enquanto caçam pois o risco de perdo-los é muito alto. Por&lt;br /&gt;isso, eles sofreram danos mais altos de criaturas que as vezes pode até&lt;br /&gt;fazer com que eles não caçem em seus locais de hunt usuais. E ainda&lt;br /&gt;existem mais incovenientes. Uma red skull claramente mostra para os&lt;br /&gt;outros jogadores que você é um persoganem agressivo que não tem nenhum&lt;br /&gt;problema em matar os outros, ou seja, não tem paciência para conversar&lt;br /&gt;na calma em algumas situações e resolve tudo na porrada mas&lt;br /&gt;limitavelmente. Por essa razão muitos personagens tentam ficar o mais&lt;br /&gt;longe possível de jogadores com uma red skull então personagens&lt;br /&gt;marcados com uma skull vão ter mais dificuldade em encontrar um local&lt;br /&gt;para treinar ou companheiros para uma quest. E também esses personagens&lt;br /&gt;geralmente tem mais dificuldade para encontrar uma guild. Matar outrous&lt;br /&gt;jogadores geralmente é ligado com muito mais confusão, que não é&lt;br /&gt;apreciada pela maioria das guild em servidores PvP. Se um personagem&lt;br /&gt;com uma red skull continua matando outros jogadores, ele vai ser banido&lt;br /&gt;se ele acumular mais de 6/10/20 mortes unjustifieds em um dia/mês/ano.&lt;br /&gt;Em servidores PvP, a maioria dos personagens não vai matar os outros&lt;br /&gt;sem uma boa razão, já que as limitações pode rapidamente trazer&lt;br /&gt;punições que incluem até mesmo o deletamento da conta se isso é feito&lt;br /&gt;após outras violações de regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somado a isso tudo, servidores PvP&lt;br /&gt;permitem que você se defenda em situações criticas ou matando outros&lt;br /&gt;jogadores que estão te encomodando. Mas, como o sistema de skull&lt;br /&gt;regulamento o número de unjustified kills que um personagem pode fazer,&lt;br /&gt;esses servidores ainda são um pouco menos perigosos que servidores PvP&lt;br /&gt;enforced.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;darkred&quot;&gt;&lt;strong&gt;Servidores PvP Enforced&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens&lt;br /&gt;que preferem resolver suas confusões do jogo com a espada do que com&lt;br /&gt;palavras, são aconselhados a jogar em servidores PvP enforced, ou seja,&lt;br /&gt;porrada, confusão e matança para todo lado, na certa. Nesses servidores&lt;br /&gt;matar outros jogadores é totalmente legal, e não há nenhum limite de&lt;br /&gt;número de personagens que você poderá matar. Você também vai até&lt;br /&gt;conseguir pontos de experiência se você matar personagens que o level&lt;br /&gt;multiplicado por 1.1 e arredondado para baixo para o proxímo número&lt;br /&gt;inteiro for menor que seu level. Ex: Um personagem level 40 só vai&lt;br /&gt;ganhar experiência se seu oponente for level 38 ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo de um level 40 matando personagens de level 36, 37 e 38:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36 x 1,1 = 39.6 arredondado para baixo para 39, 39 &amp;lt; 40 = Nenhuma experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37 x 1,1 = 40.7 arredondado para baixo para 40, 40 = 40 = Nenhuma experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38 x 1,1 = 41.8 arredondado para baixo para 41, 41 &amp;gt; 40 = Experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,&lt;br /&gt;matar membros de sua party não vai lhe dar nenhum ponto de experiência.&lt;br /&gt;O número de pontos de experiência que você vai ganhar depende da&lt;br /&gt;proporção entre o seu level e o level da vítima, e o número de&lt;br /&gt;experiência que seu oponente tinha. Quanto maior o level do outro&lt;br /&gt;personagem comparado ao seu, mais experiência você vai obter. Ex: um&lt;br /&gt;personagem de level 20 que mata um persoagem que acabou de obter o&lt;br /&gt;level 50 vai obter 64655 pontos de experiência, enquanto um personagem&lt;br /&gt;de level 51 vai receber apenas 7389 pontos pela mesma morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro&lt;br /&gt;que o incoveniente dese tipo de servidor é que você pode matar ou ser&lt;br /&gt;morto a qualquer momento, sem nenhuma razão. Não existe Amulet of Loss&lt;br /&gt;para salvar seu precioso equipamento e também não existem blessings&lt;br /&gt;para reduzir a quantidade de exp que você perde quando morre. Para&lt;br /&gt;garantir lutar justas o tempo para gastar spells agressivas pe&lt;br /&gt;diminuido para um segundo e existe a possibilidade de quando você&lt;br /&gt;gastar uma magia cancel invisibility o stealth ring do oponente seja&lt;br /&gt;destruido. Para sobreviver nesse servidor, você necessita de boas&lt;br /&gt;habilidades de luta, e um grupo de amigos para lhe proteger. Então esse&lt;br /&gt;servidor é recomendado especialmente para jogadores que são talentosos&lt;br /&gt;em combates PvP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que agora aprendeu muito sobre os Servidores do Tibia está esperando o que??? Começe a Jogar!!!&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:54:43Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 10 – Acerto de contas&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército de Terris junto ao ancião finalmente chegara próximo à&lt;br /&gt;fronteira do “Campo norte”, local onde os ladrões mantinham sua aldeia.&lt;br /&gt;Ao fim de uma grande planície iniciava-se um longo desfiladeiro, o qual&lt;br /&gt;dividia as terras chamadas seguras dos territórios de risco. Ao entrar&lt;br /&gt;no estreito canal, o exército pôs-se em fila indiana, andando&lt;br /&gt;vagarosamente, como se esperasse por uma cilada. Não só o ancião, mas&lt;br /&gt;muitos soldados já mantinham suas armas em punho e seus cavalos&lt;br /&gt;preparados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vão atentos, homens – Dizia Norman. O recado ia sendo passado de cavaleiro em cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu fiz uma pergunta, entregador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John, estático, não conseguia pensar num próximo movimento. A sala&lt;br /&gt;escura com seus tijolos soltos e quebrados não oferecia outra&lt;br /&gt;escapatória a não ser aquela bloqueada pelo espião. O rapaz não&lt;br /&gt;desistia em olhar para todos os cantos do lugar, em busca de saídas.&lt;br /&gt;Nem os cortes em seu corpo ele sentia, tamanha aflição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que não sairei daqui? – Pensava John. A dúvida desesperada&lt;br /&gt;pairava na mente do jovem, se ficasse ali parado por mais alguns&lt;br /&gt;segundos seria o alvo do inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?! Logo eu que fui treinado e passei pela escola de Terris,&lt;br /&gt;estou aqui parado com medo! Como? – Falou o jovem, em tom baixo, porém&lt;br /&gt;audível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Engraçado, não? Mas a vida é assim, tem sempre idiotas que nascem&lt;br /&gt;para morrer desta forma, e você é um deles se ainda não percebeu... –&lt;br /&gt;Comentava Wung, ironicamente. De certo uma provocação, com a qual&lt;br /&gt;conseguiu atiçar o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é melhor você calar essa boca imunda, espião – Respondeu John instintivamente, olhando o inimigo com seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garoto, você já foi longe demais me insultando em frente ao general,&lt;br /&gt;não permitirei que continue a falar assim comigo entendeu? – Continuava&lt;br /&gt;Wung com seu tom irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quem você pensa que é? – Fez uma breve pausa – Você não passa de um subordinado mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feição de Wung se tornou séria, o último insulto vindo do jovem o&lt;br /&gt;havia tocado sutilmente, mas mesmo assim continuou assistindo o rapaz,&lt;br /&gt;que o fitava com os olhos. De repente o jovem gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu não tenho medo algum de subordinados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instinto de sobrevivência falou mais alto no corpo de John; começou a correr em direção a Wung, mesmo sem armas tentaria algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vai fazer desarmado? – Disse Wung surpreso, colocando-se em&lt;br /&gt;posição de guarda com seu sabre o defendendo. Mas não fora o alvo do&lt;br /&gt;rapaz. Ele nem chegou até o espião, parou alguns centímetros antes,&lt;br /&gt;pegou a espada do guarda morto ao pé da escada e deu um salto para&lt;br /&gt;trás, empunhando com destreza a arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você não sair dessa escada, Wung, eu mesmo vou tirá-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John estava visivelmente mudado. Talvez fosse tudo graças a algum&lt;br /&gt;instinto de sobrevivência, ou talvez algum ódio ou atitude involuntária&lt;br /&gt;de não ficar ali para assistir o seu fim. Qualquer das hipóteses seja,&lt;br /&gt;o rapaz conseguiu colocar o espião em alerta, que pulou do terceiro&lt;br /&gt;degrau onde estava, aceitando o desafio do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor eu terminar com isso antes que o entregador se torne um problema – Pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram ali parados esperando alguém fazer o primeiro e decisivo&lt;br /&gt;movimento. John, corajoso, mas ainda instável, atacou primeiro,&lt;br /&gt;desferindo um golpe horizontal com a espada. Wung, pronto, rapidamente&lt;br /&gt;se defendeu com seu ágil sabre. Enquanto John tentava re-equilibrar a&lt;br /&gt;espada, o adversário tentou acertá-lo, errando graças ao pulo lateral e&lt;br /&gt;de grande reflexo que o rapaz fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se levantou, o jovem não teve muito tempo para pensar, apenas&lt;br /&gt;colocar a espada em posição contrária ao sabre para se defender da&lt;br /&gt;investida do espião, porém Wung fora mais forte, jogando o jovem ao&lt;br /&gt;chão novamente. Correu em direção ao inimigo para lhe atravessar o&lt;br /&gt;sabre no peito, mas ele conseguiu por muito pouco escapar do golpe,&lt;br /&gt;rolando para a direita. A arma do rapaz, porém, havia ficado no chão e&lt;br /&gt;John, novamente desarmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora é o fim – Disse Wung, partindo novamente para o ataque. A&lt;br /&gt;lâmina do espião, num golpe quase certeiro, chegou a rasgar um pedaço&lt;br /&gt;da vestimenta do jovem, que pelo enorme esforço, desequilibrou-se e&lt;br /&gt;acabou caindo. O homem da bandana, já pronto, ergueu o sabre para&lt;br /&gt;desferir o golpe final, mas parou ao ouvir uma voz familiar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Covarde de merda, deu para agredir crianças agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo semblante de Wung, notava-se que era alguém desagradável para ele.&lt;br /&gt;Voltou-se para os degraus da escada e confirmou suas idéias. John&lt;br /&gt;Tentava rastejar para longe do espião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como... Como diabos você ficou livre, Urk? – Perguntou Wung, nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradeça a esse traidor infeliz que você acabou de matar, ele foi&lt;br /&gt;idiota o suficiente para deixar o saco de armas próximo da minha cela.&lt;br /&gt;Preciso contar o resto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O respião apenas observou Urk com desprezo. Este, com duas lâminas em punho, disposto a lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É hora de acertarmos as contas do passado, Wung!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a frase, piscou para John, avisando que tudo estaria bem. Não foi aquele gesto que acalmou o rapaz, encostado às paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só naquela masmorra se desafiavam as regras. Todo o forte estava em&lt;br /&gt;alerta; os prisioneiros armados tentavam abrir caminho na superfície&lt;br /&gt;entre os guardas, que embora em sua minoria, ainda constituíam um&lt;br /&gt;numero considerável, suficiente para deter fugitivos. Alguns besteiros&lt;br /&gt;estavam, em seus ritmos, atirando contra os rebeldes. Soldados ao solo&lt;br /&gt;também se notavam. O próprio general participava, junto aos homens, de&lt;br /&gt;táticas para cercar os prisioneiros. Carroças, barris e até algumas&lt;br /&gt;barracas que pertenciam aos mercadores do forte agora serviam de&lt;br /&gt;obstáculo, conforme iam sendo derrubadas pelos guardas das muralhas. No&lt;br /&gt;alto da construção, o ferreiro Herbert, tido como preso assistia tudo&lt;br /&gt;acorrentado às grades da janela. Rezava pela sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sig cruzava a porteira da pequena propriedade naquele momento.&lt;br /&gt;Procurava por John, conforme fora pedido por Lyndis. Nada, porém,&lt;br /&gt;encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que vou conferir dentro da casa, eles não iriam se importar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em frente a porta, notou que esta se encontrava da mesma forma da qual foi deixada pela mãe de John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso está estranho, onde estará você, John? – Pensou Sig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que o homem notou algum ruído distante. Algo que com certeza&lt;br /&gt;já ouvira em algum lugar. Pior; o ruído somente aumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tambores, mau sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho do ancião da vila não ficou por lá para continuar a ouvir o&lt;br /&gt;som. Meteu-se, à passos largos, a fazer o caminho de volta, já criando&lt;br /&gt;hipóteses ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mesmo gesto que fizera seu inimigo anteriormente, Urk&lt;br /&gt;demonstrou-se pronto para duelar. Wung já não dava mais atenção a&lt;br /&gt;Silan, que continuava ofegante num canto da sala. Agora seu oponente&lt;br /&gt;era de peso, um ex-general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apenas para frisar, acertaremos as contas aqui – Disse Urk, sem ao&lt;br /&gt;menos esperar uma reação do inimigo para fazer o primeiro movimento.&lt;br /&gt;Wung como sempre, o esperava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas lâminas atacantes de Urk se encontraram com o sabre do espião,&lt;br /&gt;que com movimento exímio, as levou para a direita levando o inimigo&lt;br /&gt;junto delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está enferrujado, amigo- Dizia o espião sempre em tom irônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então você não pretende deixar as palhaçadas de lado para se focar na&lt;br /&gt;luta... Tudo bem, melhor para mim – Respondeu Urk, já recobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wung ficou sério rapidamente e desta vez partiu para desferir um golpe,&lt;br /&gt;que foi defendido facilmente pelo inimigo. Após o choque das armas, se&lt;br /&gt;afastaram alguns centímetros e o espião sem dar tempo à luta tornou a&lt;br /&gt;golpear, porém numa freqüência de cortes muito maior. O ex-general&lt;br /&gt;fazia o possível para se defender, batendo com as duas lâminas&lt;br /&gt;aleatoriamente para rebater o sabre. Após alguns segundos de vacilo por&lt;br /&gt;parte de Wung, Urk conseguiu juntar as duas espadas empunhadas,&lt;br /&gt;cruzando-as e conseguindo assim parar a espada adversária. A luta então&lt;br /&gt;permaneceu estática por alguns instantes, os dois faziam um duelo de&lt;br /&gt;força, um para empurrar o sabre em direção ao corpo do inimigo,&lt;br /&gt;enquanto o outro tentava segurar o sabre com as duas Lâminas. John&lt;br /&gt;assistia a tudo, num ritmo não mais ofegante, mas aflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espião então, não conseguindo forçar seu sabre, o largou fazendo com&lt;br /&gt;que Urk despejasse toda a força da disputa em vão. Antes que pudesse se&lt;br /&gt;por de pé equilibrado, Wung o golpeou nas coxas com dois chutes bem&lt;br /&gt;dados. O adversário no mesmo instante largou as Lâminas e caiu, com as&lt;br /&gt;mãos sobre as pernas, tentando apaziguar a forte contração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso que dá ficar oito anos parado e sair para a ação – comentava Wung com um sorriso sarcástico, pegando seu sabre no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você... Seu sujo! – Respondeu Urk sentindo ainda seus músculos semi-atrofiados, que não voltavam ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juro que esta foi a última vez, caro amigo. Terminarei agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que Wung pudesse fazer algum movimento, Urk tirou suas mãos das coxas contraídas, pegando as Lâminas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que ele acha que conseguirá fazer nesse estado? – Pensou o espião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei rapaz! Você agora tem a chance de nos tirar aqui, não falhe! –&lt;br /&gt;Gritou Urk, arremessando as duas armas para perto do jovem, ainda junto&lt;br /&gt;ao muro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John observou as lâminas caírem próximo dele, e tornou a olhar a&lt;br /&gt;situação, como se estivesse sem noção do que fazer ou sem conhecimento&lt;br /&gt;de como agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, rapaz, ou vamos morrer os dois! – Berrou o ex-general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ouvir o grito, John caiu em si e levantou-se num reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha chance de fazer esse espião engolir suas palavras – Pensou o&lt;br /&gt;rapaz. Em seguida pegou as duas Lâminas do chão, eram ligeiramente mais&lt;br /&gt;leves do que a espada que outrora usara. Isso talvez lhe trouxesse um&lt;br /&gt;manejo mais ágil. Logo que as empunhou, mirou Wung com o olhar,&lt;br /&gt;decisivo do que iria fazer no próximo movimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Realmente, é hora do acerto de contas.&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:54:11Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 9 - “Aonde pensa que vai, entregador de carnes?”&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wung se aproximou de John. Uma lâmina afiada estava nas mãos do&lt;br /&gt;interrogador. Pousou-a sobre o braço do acorrentado rapaz. Olhando para&lt;br /&gt;o general, recebeu a ordem para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quais são seus objetivos? – Perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John desesperado com a espada rente ao seu braço, ainda com a idéia&lt;br /&gt;anterior de que não sairia Dalí vivo, não conseguia formular uma&lt;br /&gt;resposta, afinal ele não era culpado de absolutamente nada, era apenas&lt;br /&gt;um inocente cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... Eu não sei... – Falou em tom baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a infeliz resposta, a lâmina estática começou a mover-se&lt;br /&gt;levemente, fazendo um pequeno corte no braço do rapaz, que não&lt;br /&gt;conseguiu gritar de dor, tamanho o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero que morra antes da hora, rapaz. Vou pular esta pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general assistia a tudo de uma pequena distância, nada se alterava em&lt;br /&gt;sua face. Quando Wung olhou para ele, fez sinal com as mãos, avisando&lt;br /&gt;que o interrogatório podia continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além de entregar comida, o que você faz? – Perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só faço entrega de carnes mesmo – Falou John, retraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Interessante, então é apenas entregador... Mais interessante ainda é&lt;br /&gt;que justamente hoje cedo, resolveu entregar carne na porta do ferreiro&lt;br /&gt;– Comentou Wung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim – Respondeu o rapaz num tom seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mesmo sabendo que ele estava sumido há dias?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu só fiquei sabendo que o senhor Herbert não estava na cidade após&lt;br /&gt;você ter me avisado, enquanto estava disfarçado – Voltou a responder o&lt;br /&gt;rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu? Disfarçado? – Perguntou o interrogador, tentando confundir o interrogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta infeliz! Eu fingi estar inconsciente quando me deixaram&lt;br /&gt;na cela, ouvi toda a sua conversa com os guardas, sei que você é o&lt;br /&gt;espião!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maldito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lâmina manejada por Wung desceu alguns centímetros do primeiro corte&lt;br /&gt;e depois foi puxada com força, causando um novo ferimento. John dessa&lt;br /&gt;vez gritou de dor, o corte havia sido mais profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já percebi que não conseguiremos nada com este interrogatório, acho que podemos começar a tortura. – Disse o espião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perfeito – Disse o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou a vestimenta de John, deixando a barriga com alguns músculos&lt;br /&gt;exposta. Aproximou a espada afiada do abdômen do rapaz e puxou&lt;br /&gt;novamente, fazendo mais um corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare, por favor... – Dizia John, com imensa dor de três feridas abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wung fazia os cortes com prazer. A cada corte, um sorriso era estampado&lt;br /&gt;em sua face. Não demorou muito e o quarto corte saiu, na barriga do&lt;br /&gt;rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por... Favor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o quarto corte e algumas gotas de sangue terem caído ao chão, um&lt;br /&gt;guarda desceu pelas escadas escuras e imundas, entrando na sala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- General, o exército está a postos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general fez um sorriso satisfeito e enquanto se virava na direção da escada, falou a Wung:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixe o coitado aí sofrendo. Vamos dar as instruções finais para a tropa, depois você pode descer aqui e terminar o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem sorte, muita sorte, entregador – Disse Wung se afastando de John e indo pelo mesmo caminho do general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz ficou ali acorrentado, com as quatro feridas abertas. Já estava&lt;br /&gt;se acostumando com a dor. Imaginava o que poderia ter feito de errado&lt;br /&gt;para ser acometido por todo aquele sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na superfície, um grande batalhão estava em posição em frente aos&lt;br /&gt;portões, abertos. Faltavam apenas os últimos avisos do general, que&lt;br /&gt;chegava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A ordem é simples! Vocês vão atacar um alvo sem soldados, portanto&lt;br /&gt;destruam tudo e todos que encontrarem! O nosso principal objetivo é o&lt;br /&gt;cofre do quartel general de Terris, peguem todo o tesouro e repito, não&lt;br /&gt;deixem nada em pé! Boa sorte soldados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um guarda afastado do pelotão, com uma feição suspeita, correu até as&lt;br /&gt;escadas que davam à masmorra, ninguém notou. O exército em posição&lt;br /&gt;começou a marchar, saindo do forte. O general enquanto via seus homens&lt;br /&gt;passarem sob seus pés, comentava coisas com Wung, ao seu lado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que eles trarão o que queremos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, não há duvida disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urk estava inquieto na cela. Finalmente o guarda chegou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto meus amigos, o exército foi. Agora é delicado, esperaremos&lt;br /&gt;alguns minutos aqui, o tempo da tropa se distanciar do forte, então&lt;br /&gt;poderei soltar vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mal posso esperar... A liberdade! – Disse Urk exaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda olhou sério para Urk, mas fora algo rápido, o ex-general não&lt;br /&gt;chegou a notar. O mesmo guarda correu até o banquinho no final do&lt;br /&gt;corredor, onde o real soldado que cuidava da masmorra deixara o anel&lt;br /&gt;com as chaves das celas. Após pegá-lo, foi até o outro lado do&lt;br /&gt;corredor, entrou numa sala e, segundos depois, saiu carregando consigo&lt;br /&gt;um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, agora vou soltar vocês. Aqui neste saco, armas que separei pra vocês, sirvam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem foi abrindo cela por cela rapidamente e os presos soltos iam&lt;br /&gt;pegando uma arma do recipiente ali jogado. Esperariam mais alguns&lt;br /&gt;segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui, não abriu a minha – Disse Urk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quem disse que vou abrir? – respondeu o guarda, agora com o olhar sério percebido pelo ex-general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urk a princípio ficou estático, confiou plenamente no guarda com a promessa de que seria liberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei traidor! Matem esse homem, companheiros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os livres olharam para Urk com desprezo, até que um falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você traiu nosso povo primeiro, general!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu mudei! O mestre mandou me prender aqui há oito anos! Não é tempo suficiente para notar a diferença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sabemos se vai fazer mal novamente após sair daí, general, afinal&lt;br /&gt;o senhor que nos trouxe aqui quando era membro do poder. Por isso&lt;br /&gt;ficará mais alguns anos apodrecendo nessa cela, sozinho – disse o&lt;br /&gt;guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maldito, eu lhe dei todas as coordenadas do forte, cada posicionamento, cada guarda! Assim que vai retribuir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peça ao seu mestre para te soltar, não a mim – disse o guarda, acompanhado dos outros prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urk nada podia fazer a não ser segurar as grades da cela e observar&lt;br /&gt;todos os prisioneiros pegando armas e esperando o sinal para poderem&lt;br /&gt;sair daquela masmorra e ir em direção aos portões, destruindo tudo rumo&lt;br /&gt;à fuga. Um leve arrependimento pairava em sua mente, mais uma dúvida,&lt;br /&gt;se havia confiado mais em seu mestre ou em seu falso libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para a fuga! – gritou o falso guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os prisioneiros com suas armas em punho correram em direção a&lt;br /&gt;escada que dava à superfície com um único objetivo: destruir tudo que&lt;br /&gt;pudessem enquanto percorriam o caminho para fora do forte. O homem ao&lt;br /&gt;invés de subir, desceu as escadas. Queria ver a situação do garoto&lt;br /&gt;recém preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John ouvia os ecos que vinham da superfície, já suspeitava do início da rebelião. O guarda veio pelas escadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então está vivo, garoto! Deixe-me abrir essas correntes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz agora tinha sua chance para fugir junto com a rebelião. Com um imenso sorriso na face, foi libertado pelo guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, vamos! Precisamos sair daqui! – Dizia o homem, subindo a escada e chamando a John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perfeito, agora que estou livre, dou um jeito de chegar a Terris e&lt;br /&gt;avisar o senhor Norman desse ataque. Espero que seja a tempo, também&lt;br /&gt;preciso dar uma olhada nessas feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando John se aproximou da escada, ouviu um grito de dor e um corpo&lt;br /&gt;veio caindo pela escada até os seus pés. Logo atrás, um homem com a&lt;br /&gt;vestimenta inteira preta e uma bandana descia, com sua espada&lt;br /&gt;ensangüentada em punho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aonde pensa que vai, entregador de carnes?&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:53:39Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 8 – Sou Urk, da Lâmina de fogo&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a vila estava organizada. O povo formava um corredor desde o&lt;br /&gt;quartel general até os portões de Terris. As trombetas e tambores já&lt;br /&gt;haviam sido tocados. Dentro do quartel, Norman com sua coroa e trajando&lt;br /&gt;uma armadura, estava em cima de seu cavalo branco, liderando o batalhão&lt;br /&gt;com mais de duzentos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho. Cuide da vila até a minha volta, não tardarei – disse o ancião controlando firmemente seu cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe pai. Pense apenas em libertar nosso ferreiro! – respondeu Sig, confiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portões do quartel foram abertos por quatro guardas, assim o ancião&lt;br /&gt;e seu exército começaram a marcha, sendo aclamados pelas pessoas da&lt;br /&gt;vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guarda passava pela cela de John. Ele já não sabia mais quantas vezes&lt;br /&gt;tinha presenciado essa cena entediante. Para sua alegria, o guarda&lt;br /&gt;sentou num banquinho ao lado das escadarias, no final do corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que fome – murmurou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisa agüentar meu rapaz. Não é todo dia que eles nos dão de comer&lt;br /&gt;– sussurrou o preso vizinho, como se tivesse ouvido a reclamação do&lt;br /&gt;rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John deu um suspiro como resposta. Alguns minutos se passaram e o guarda subiu as escadas, deixando o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos rapaz. Fale algo... – disse o preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John ainda estava abalado com os acontecimentos repentinos. Mas sabia&lt;br /&gt;também que os prisioneiros estavam se organizando para a fuga, sua&lt;br /&gt;única chance de sair daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso voltar para casa... – disse John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todos aqui queremos – respondeu o vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John ficou quieto agarrando as grades da cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais duas horas, acha que consegue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim?- perguntou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em duas horas, o exército deste forte partirá em direção a Terris.&lt;br /&gt;Temos um plano de fugir no momento em que eles estiverem com poucos&lt;br /&gt;guardas – completou o preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo – respondeu o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais duas horas e sentiremos o sabor da liberdade – disse o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois permaneceram e silêncio por alguns instantes, quando o homem tornou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou Urk, ou melhor... Era Urk, da Lâmina de fogo. Já fui o comandante&lt;br /&gt;deste lugar, mas desde que falhei numa missão, me prenderam e colocaram&lt;br /&gt;outro no meu lugar, isso faz mais ou menos uns sete ou oito anos. Hoje&lt;br /&gt;quero vingança. E você quem é, meu rapaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me chamo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Silêncio! – gritou o guarda, voltando ao seu posto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás do guarda vieram mais duas pessoas; Wung e um homem de cabelos&lt;br /&gt;brancos, usando uma armadura preta com detalhes em brilhante. Andaram&lt;br /&gt;até a cela de John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É este aí? – perguntou o homem da armadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim – respondeu Wung.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peguem-no, guardas! – gritou o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardas abriram a cela e imobilizaram o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perfeito, bom trabalho. Agora vamos. – disse o general, tomando o rumo a ser seguido pelos guardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardas levaram o rapaz, mas, ao invés de subir as escadas, desceram-nas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pobre rapaz. Tão jovem... – pensou o preso, Urk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sig, se não for um incomodo, poderia fazer um pequeno favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro senhora Lyndis – respondeu o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou preocupadíssima com o John... Poderia mandar algum guarda conferir se ele está em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe, eu mesmo irei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas seu pai pediu que ficasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, ele pediu, mas o povo daqui, como a senhora sabe, é muito&lt;br /&gt;disciplinado. Não creio que vá acontecer algo enquanto eu estiver fora&lt;br /&gt;– respondeu Sig, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se assim deseja, eu agradeço – respondeu a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Guardas, tomem conta do lugar, volto em duas horas! – gritou Sig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Guardas, prendam o jovem àquelas correntes! – mandou o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John foi levado até as correntes, e algemado com os braços abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora começaremos um pequeno interrogatório, meu bom jovem. Se você colaborar, terá a chance de morrer sem dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz entrou em choque. Ficou pálido.&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:53:12Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 7 – O forte&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyndis estava arrumando alguns pratos na cozinha quando ouviu um homem gritar da porteira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhora Lyndis se encontra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher terminou o que estava fazendo e foi atender a porta. Era Sig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá Sig, o que houve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhora Lyndis, ainda não está pronta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? – Perguntou a druidisa com uma feição surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- John não lhe avisou ainda? – Respondeu o homem sem nada entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho nem sequer voltou para casa ainda – disse a mulher começando a se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venha comigo senhora, no caminho eu explicarei melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, deixe-me trancar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyndis virou-se e foi até a porta da casa trancá-la, depois da conversa&lt;br /&gt;com Sig ficara confusa. Ele esperava à porteira, também confuso quanto&lt;br /&gt;a John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um jovem rápido como ele não conseguiu vir do vilarejo até aqui em uma hora? – Pensou o homem do machado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu os olhos. Não conseguia enxergar nada. Estava amarrado dentro de&lt;br /&gt;um saco, mal conseguia se mover. A única coisa que sentia era o galope&lt;br /&gt;do cavalo onde estava ajeitado que ia diminuindo até que parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma voz um pouco distante disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tire o capuz e apresente-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, John ouviu uma outra voz, que saia de alguns centímetros acima dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Wung se apresentando, agora me deixe passar ou terá problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe senhor – Disse a voz distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O galope começou assim que o portão elevadiço foi abaixado, pelo visto&lt;br /&gt;haviam entrado em algum lugar. John podia ouvir gritos e aplausos das&lt;br /&gt;supostas pessoas que compunham o local. O cavalo parou novamente, o&lt;br /&gt;rapaz sentiu-se puxado. Três guardas o pegaram dali e o levaram ao seu&lt;br /&gt;próximo destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi jogado ao chão, tiraram-lhe o saco. John fingia estar desacordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Wung, pelo visto adora trazer a gente de Terris como prisioneira – disse um dos guardas, rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade não, este ai eu trouxe, pois foi o culpado por estragar&lt;br /&gt;meu disfarce. Agora vamos, tenho que dizer ao general o que eu&lt;br /&gt;descobri. – Disse o homem com a bandana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o breve diálogo, John ouviu um portão se fechando e depois passos,&lt;br /&gt;diminuindo até ficarem inaudíveis. Arriscou abrir os olhos, já&lt;br /&gt;imaginava onde estava. Um ambiente antigo, sujo, algumas tochas nos&lt;br /&gt;muros, portões levemente enferrujados, tijolos velhos e fora de lugar,&lt;br /&gt;alguns até quebrados, com pedaços ao chão, que era constituído&lt;br /&gt;basicamente de terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem vindo à masmorra, rapaz – disse um homem que John não conseguia ver, pois estava na cela vizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz não respondeu, apenas continuou observando o local. Uma espécie&lt;br /&gt;de corredor com celas, uma de frente com a outra. Entre elas, tochas&lt;br /&gt;que compunham a fraca iluminação. Os presos que conseguia ver estavam&lt;br /&gt;dormindo ou mortos no chão de suas celas. John preferiu acreditar no&lt;br /&gt;primeiro pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos rapaz. Diga algo – insistiu o homem da cela ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantos irão? – perguntava Lyndis, enquanto se aproximavam da vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- só os melhores soldados irão. Eu vou ficar com alguns guardas, para&lt;br /&gt;manter a disciplina durante a ausência do meu pai – respondeu Sig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram no vilarejo com uma pressa visível. Dirigiram-se ao quartel. Assim que chegaram, o ancião os esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah Lyndis. Até que enfim chegou! – disse Norman com as mãos juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me desculpe, meu filho ainda não tinha chegado em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sig olhou para Lyndis, que acabara de falar, depois olhou para o velho&lt;br /&gt;Norman. Mais um problema? O ancião não se preocupou, estava com uma&lt;br /&gt;situação mais delicada em mãos .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem lyndis, alguns médicos já estão a postos no pronto-socorro. Você&lt;br /&gt;vai ajudá-los com sua magia a curar os soldados que porventura voltarem&lt;br /&gt;abatidos da missão. Entendido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyndis acenou positivamente à pergunta do ancião. Este se virou para o pátio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Partimos em dez minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John ignorava os outros presos que tentavam falar com ele. Estava&lt;br /&gt;assustado com tudo aquilo. Imaginava os problemas que acarretara não&lt;br /&gt;conseguindo avisar a sua mãe. Pensava em tantas outras coisas, o&lt;br /&gt;nervosismo vagarosamente tomava sua cabeça. Passos. John ouviu alguém&lt;br /&gt;chegar, não andava em marcha como o guarda da masmorra, eram passos&lt;br /&gt;ligeiros. O sujeito chegou próximo à cela de John, parando logo ao lado&lt;br /&gt;dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Descobri o plano deles! – disse o homem agitado, olhando para os lados com medo de ser descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conte, vamos! – disse o preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esses caras se conhecem então – pensou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ao cair da noite o exército do forte partirá para atacar Terris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles são idiotas ou o quê? – retrucou o preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu sei que o exército de lá é forte, mas o plano parece estar&lt;br /&gt;funcionando. O exército da vila partirá rumo ao norte para procurar o&lt;br /&gt;ferreiro – disse o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John prestava atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caíram como patos então? Irão buscar encrenca com os ladrões do norte&lt;br /&gt;e de quebra abrirão a vila para o ataque – falava o preso empolgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois eu mesmo mato o ferreiro que está agora dormindo em sua&lt;br /&gt;aconchegante cela, quatro andares acima daqui – disse o homem&lt;br /&gt;concluindo a idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz agora estava mais desesperado do que antes. Procurava mesmo assim se conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouviram? E com a saída do exército para atacar Terris, não ficarão&lt;br /&gt;muitos soldados aqui dentro, assim faremos nosso motim com sucesso e&lt;br /&gt;alcançaremos a liberdade! – Gritou o preso para os outros presentes na&lt;br /&gt;masmorra ouvirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então eles pretendem fugir? – pensou John.&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:52:26Z</pubDate>
		<description>&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 6 – Vizinho invisível&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John tentava chegar à frente para poder observar o que acontecia na&lt;br /&gt;praça. A multidão estava eufórica, não deixavam o rapaz passar. Assim&lt;br /&gt;que conseguiu um espaço, olhou para o centro da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um homem estava pronto para discursar às pessoas da multidão. Este&lt;br /&gt;homem era Norman, ao seu lado alguns soldados e seu filho, Sig.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Homens de Terris! – dizia o ancião, começando seu discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John agora já estava numa posição boa, onde podia ver e ouvir claramente o discurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Creio que todos na vila notaram que nosso ferreiro mais famoso&lt;br /&gt;está ausente há muito tempo. Herbert não abre a sua loja a pelo menos&lt;br /&gt;20 dias e também não está em sua casa. Sabemos que o nobre ferreiro&lt;br /&gt;viaja com freqüência para encher sua loja com belos produtos, mas eu&lt;br /&gt;receio que desta vez foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norman fez uma pausa, olhando para os que ali estavam presentes, logo continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Recebi uma carta ontem, vinda do vale dos ladrões. Nela, o chefe&lt;br /&gt;deles avisa que o nosso ferreiro foi raptado por eles e exigem uma alta&lt;br /&gt;recompensa por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população ali presente demonstrou claramente um ar de surpresa, um alvoroço estava se iniciando, mas o ancião continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, comunico a vocês que, ao anoitecer, partiremos com o exército rumo ao norte para resgatar nosso ferreiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é possível, o senhor Herbert viajou, o vizinho dele é prova disso! – Pensou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A multidão que estava abismada com a notícia ruim começou a&lt;br /&gt;comemorar e a gritar “Força exército de Terris!”, visivelmente feliz,&lt;br /&gt;pois o exército da vila era muito bem treinado e dificilmente falhava&lt;br /&gt;em suas missões. O ancião agradeceu a presença das pessoas e se&lt;br /&gt;despediu. Logo a multidão se dissipava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Norman! – gritou John, saindo da multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- John, meu jovem! – disse o ancião após virar-se para o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu acho que o senhor Herbert não foi raptado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é? Explique melhor, meu jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor Herbert fez um pedido de filés há dois dias para a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ancião que apresentava uma feição carismática tornou sua face séria e gesticulou com os dedos, pedindo que John continuasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando fiz a entrega em sua casa, o vizinho do ferreiro me avisou que&lt;br /&gt;ele havia viajado. Eu também achei estranho esse sumiço, mas me parece&lt;br /&gt;que ele não deve estar em perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norman ficou visivelmente apavorado. Seu filho, Sig, tentou acalmá-lo, este também parecia nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Guardas! Vão até a casa do ferreiro Herbert e invadam todas as construções próximas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os guardas atenderam à ordem do ancião e passaram correndo por John,&lt;br /&gt;que temia ter falado alguma besteira. Sentiu-se pior com a fala de&lt;br /&gt;Norman:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- John, me acompanhe até o quartel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, senhor Norman – Disse John um pouco assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andaram pouco, o quartel era próximo dali. Entraram pelos portões&lt;br /&gt;guardados por soldados. Enquanto seguia o ancião e seu filho, John&lt;br /&gt;olhava para os soldados que ali estavam se preparando para a expedição,&lt;br /&gt;ao anoitecer. Após atravessar o pátio principal, entraram numa sala&lt;br /&gt;composta por algumas cadeiras e uma mesa, algo bem simples. O ancião&lt;br /&gt;gesticulou, apontando a cadeira para John se acomodar. O jovem, um&lt;br /&gt;pouco assustado e retraído, sentou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- John – Dizia Norman, sentando-se do outro lado da mesa – Explique novamente o que você me disse na praça, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando manter a calma, John explicou novamente, se controlando para&lt;br /&gt;não falar nenhuma besteira. O ancião ouviu calmamente a mesma história&lt;br /&gt;de antes. Após ouvir tudo, falou ao jovem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que temos um problema bem grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não estou entendendo, senhor Norman – Disse John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Herbert não tem vizinho algum – Concluiu o ancião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John estava conseguindo se acalmar, mas a noticia de Norman o fez levar&lt;br /&gt;outro susto. Antes que alguém ali falasse mais algo, um dos guardas que&lt;br /&gt;haviam ido inspecionar as redondezas da casa do ferreiro abriu a porta&lt;br /&gt;da pequena sala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor! Invadimos todas as construções próximas à casa do ferreiro e nada encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, agora vão dizer que sou louco – Pensou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ancião olhou com dúvida para o rapaz. Sig também o encarava com seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinha alguém lá sim! Eu entreguei a encomenda de filés a esse&lt;br /&gt;vizinho, pedi ainda que a entregasse caso ele visse o ferreiro! –&lt;br /&gt;Exclamou John, um pouco desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faz sentido. Trouxemos isso como única pista do local – Disse o guarda, deixando um saco sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soldados abriram o saco e dentro estavam os filés, que mesmo sendo&lt;br /&gt;cozidos a tempo, ainda preservavam um cheiro bom. O ancião, olhando as&lt;br /&gt;pistas, acreditou em John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É mais delicado do que pensávamos. Não bastava terem raptado o&lt;br /&gt;ferreiro, mas deixaram um espião infiltrado na vila. E pior, ele&lt;br /&gt;conseguiu escapar! – Disse Norman abalado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que faremos senhor? – Perguntou o guarda que antes entrara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga aos soldados para se arrumarem já, partiremos em duas horas! Não&lt;br /&gt;podemos dar tempo a espião algum de contar o nosso plano aos ladrões! –&lt;br /&gt;Afirmou Norman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendido! – Disse o guarda, retirando-se da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- John, quero que chame a sua mãe, como você já sabe, ela é uma das&lt;br /&gt;pessoas que prestam serviço médico aos soldados após as missões. Faça&lt;br /&gt;isso, por favor – Disse o ancião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem – Disse John se levantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem saiu apressado do quartel. Corria em direção aos portões da&lt;br /&gt;vila. Algo realmente estranho estava acontecendo, não estava tudo muito&lt;br /&gt;esclarecido, mas a pergunta principal que ele fazia enquanto ia em&lt;br /&gt;direção aos portões da vila era justamente quem teria feito a encomenda&lt;br /&gt;no lugar do ferreiro. Acelerou o passo, precisava chegar logo em casa e&lt;br /&gt;avisar a mãe de todo o acontecido. Outra coisa banal em que pensava&lt;br /&gt;enquanto percorria o caminho era por que os guardas trouxeram a carne&lt;br /&gt;envolta em um saco, não no pano de florzinhas de sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da vila sem falar nada aos guardas, enquanto corria, avistou uma&lt;br /&gt;pessoa escorada numa árvore no caminho. Ao se aproximar em sua corrida,&lt;br /&gt;notou que era um homem, vestido inteiramente de preto com uma bandana&lt;br /&gt;amarela bem clara, na mão havia uma espécie de tecido. Passou correndo&lt;br /&gt;por ele. Depois de alguns segundos, parou bruscamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele tecido que o homem tinha na mão... Familiar – Pensou John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou-se e não viu ninguém escorado na árvore. Achou estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O pano da minha mãe? – Pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudesse pensar em mais algo, John foi atingido  na nuca, caindo inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jovem entregador, você já viu coisas demais por hoje.&lt;br /&gt;</description>
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		<title>A história de John Silan</title>
		<category>Historias</category>
		<pubDate>2008-12-16T14:51:57Z</pubDate>
		<description>&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;Capítulo 5 – John Silan&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era manhã. Lyndis estava plantando algumas mudas próximas a casa,&lt;br /&gt;o inverno estava em seu início. Ouviu um barulho vindo da porteira.&lt;br /&gt;Quando se virou para observar o que era, notou que um homem passava por&lt;br /&gt;ela trazendo consigo pequenas toras embaixo dos braços. Um homem alto&lt;br /&gt;com sua roupa de couro e seus cabelos castanhos pendendo para o loiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o instante de susto com o ruído, Lyndis o reconheceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então você voltou... Pensei que tinha sumido por ai – Disse a druidisa com seu belo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto começava a abrir um leve sorriso, o homem falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu jamais pensei em ir embora! Você achou mesmo que eu deixaria a minha mãe sozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem humorado hoje, John. O que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não aconteceu nada mãe... Bem, deixe-me guardar estas toras, estão&lt;br /&gt;pesadas – Disse o filho se encaminhando ao local onde depositaria a&lt;br /&gt;madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se oito anos. O jovem John, criança inocente, tornara-se um&lt;br /&gt;adulto responsável. Completou a escola de Terris com umas das melhores&lt;br /&gt;notas. Desistira de tornar-se um guerreiro, preferiu ajudar a mãe e&lt;br /&gt;fazer as tarefas que seu pai fazia na família. Tinha apenas um arco e&lt;br /&gt;um punhal, que usava em caso de ladrões, mas principalmente para caçar&lt;br /&gt;animais e tirar deles a carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que guardou as toras junto aos muros da casa, empilhadas, voltou até o local onde estava a mãe, a fim de ajudá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos lá, mãe. Vou te ajudar com essas mudas –Disse o jovem começando a mexer na terra com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuaram os dois cuidando da terra. Algum tempo depois, a mãe de&lt;br /&gt;John parou e foi pegar algumas toras para alimentar o fogão, até então&lt;br /&gt;sem madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, agora que as toras estão aqui vou terminar o pedido que me fizeram – Disse Lyndis com duas toras sob os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As toras eram usadas como combustível para o forno, que se localizava&lt;br /&gt;atrás da casa. Além da venda de morangos, a família de John tinha&lt;br /&gt;tradição com alimentos, Lyndis não era exceção. Era muito famosa na&lt;br /&gt;região pela deliciosa comida que preparava. Aproveitavam a habilidade e&lt;br /&gt;comerciavam os alimentos que a mulher cozia, usando a magia para&lt;br /&gt;temperá-los de acordo com o gosto do cliente. John caçava os animais&lt;br /&gt;para tirar-lhes a carne, então esperava que a mãe os preparasse para&lt;br /&gt;então fazer as entregas. Este negócio lhes rendia a vida, quando não&lt;br /&gt;era época de morangos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John e sua mãe eram muito felizes levando a vida tranqüila. Embora&lt;br /&gt;vivessem bem, o jovem sempre se sentia triste quando lembrava de seu&lt;br /&gt;pai. Oito anos após o sumiço deste, ninguém lhe contara nada, não havia&lt;br /&gt;noticias dele, nunca mais se ouviu falar de Eric Silan. Alguns&lt;br /&gt;moradores do vilarejo que o invejavam, chegaram até a proclamar a sua&lt;br /&gt;morte. John realmente nunca soube o motivo da partida do pai, mas nunca&lt;br /&gt;perdeu as esperanças de vê-lo cruzar a porteira de casa mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho! Já ficaram prontos estes filés! Deixe o que estiver fazendo e venha pegar a encomenda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem, que estava distraído lembrando de seu pai, assustou-se com o&lt;br /&gt;grito da mãe, deixando cair até as ferramentas com as quais trabalhava.&lt;br /&gt;Depois do susto repentino, correu em direção ao forno para pegar o&lt;br /&gt;pedido a ser entregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde tenho que entregar? – perguntou John&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na casa do ferreiro Herbert, filho – respondeu a mãe colocando a entrega envolta e amarrada por um pano nas mãos de John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John então pegou sua encomenda e começou seu caminho até o vilarejo de Terris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em oito anos, o que era um vilarejo começava a se tornar uma pequena&lt;br /&gt;cidade. Terris havia crescido muito, as boas condições de vida do lugar&lt;br /&gt;atraiam cada vez mais pessoas, que acabavam por ficar. O velho Norman&lt;br /&gt;ainda era o chefe político do lugar. Nenhuma ruga a mais, o velho não&lt;br /&gt;mudara sua aparência em todo esse tempo, estranhamente. Mas ninguém&lt;br /&gt;vivia para descobrir suas artimanhas, afinal o ancião sempre fez um&lt;br /&gt;ótimo trabalho pela vila, sempre foi adorado pela maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a caminhada, John cruzou os portões do vilarejo, cumprimentado os guardas que ali estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ferreiro Herbert... Ferreiro Herbert... – Pensava John, enquanto andava, com a encomenda na mão, rumo à loja do ferreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou até o estabelecimento, porém estava fechado. Perguntou para&lt;br /&gt;outros comerciantes que estavam com suas tendas ali, por que Herbert&lt;br /&gt;não viera trabalhar, recebeu uma resposta estranha: a loja estava&lt;br /&gt;fechada há duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu então procurar a casa do ferreiro. Herbert era conhecido pelo&lt;br /&gt;seu acervo original. Sempre em sua loja se encontravam peças que com&lt;br /&gt;certeza não eram da região. Por serem iguarias metálicas caríssimas, o&lt;br /&gt;ferreiro dormia em sua casa, longe da loja, talvez para não se tornar&lt;br /&gt;alvo de assaltantes que porventura entrassem na loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto John perambulava pela vila procurando a casa do tal ferreiro,&lt;br /&gt;passou pela praça central do lugar. Notou que havia certa aglomeração&lt;br /&gt;de pessoas no local. Curioso foi em direção ao povo reunido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, primeiro a encomenda... Estou demorando demais, o homem vai reclamar da demora – Pensou John, dando meia-volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do perímetro da praça, passou em frente à escola de Terris, onde&lt;br /&gt;fizera seus oito anos de aprendizado com armas. Viu que um guarda&lt;br /&gt;conhecido seu estava parado em frente ao portão do lugar, resolveu&lt;br /&gt;perguntar sobre o ferreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá senhor, poderia me dar uma pequena informação? – perguntou John, fazendo uma reverência ao guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá John, meu jovem! O que deseja saber? – respondeu o guarda, retribuindo o cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, eu pretendo chegar à casa do ferreiro Herbert para entregar&lt;br /&gt;isto. Por acaso o senhor saberia me dizer onde eu a encontro? – Disse&lt;br /&gt;John, mostrando a encomenda, da qual saia um cheiro delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, claro... É logo ali – Disse o homem, apontando o final da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito obrigado senhor! Agora preciso ir, tenho uma entrega a fazer,&lt;br /&gt;adeus! – Disse John sorridente e começando uma leve corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John chegou ao final da rua e parou diante da casa que o guarda apontara, aparentemente sem ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá! Senhor Herbert, está ai? – gritava John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem respostas ficou esperando em frente à casa. Após alguns minutos tentou novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor Herbert? Aqui é John Silan, trago sua encomenda de carnes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma resposta. Um homem saiu da casa ao lado incomodado com os gritos do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hei! Pare de gritar! Herbert saiu em viagem a quase duas semanas em busca de peças novas para sua loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... Bem, desculpe senhor. Obrigado pela informação – Disse o Jovem entregador, envergonhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John então deixou a encomenda com o vizinho, pedindo para que caso o ferreiro voltasse, lhe fosse feita a entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é possível? – John andava, pensando. – Como ele viajou há duas semanas... E fez o pedido ontem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tentava entender o acontecido, o rapaz passou pela praça&lt;br /&gt;novamente. A aglomeração de pessoas havia aumentado, isso fez com que&lt;br /&gt;ele parasse para tentar ver o que ali acontecia.&lt;br /&gt;</description>
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